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MEMÓRIA Amauri Dias 1 - UM LÍDER QUE NÃO SE AGACHOU Antes morrer de pé a viver de joelhos . LA PASIONARIA Com imenso pesar e agredido pelo inesperado da notícia, tomei ciência da perda irreparável, no último dia 2 de maio, do bravo líder sindical EDSON DE FREITAS, um dos mais expressivos fundadores do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Rio de Janeiro, Sind-Justiça/RJ, e, desde então, seu mais combativo militante. Nesta condição, EDSON deixa-nos o inestimável legado de uma atuação permanente em defesa de sua Categoria, somado ao heróico exemplo de sua destemida luta como dirigente sindical. EDSON DE FREITAS foi um rebelde que não admitiu compactuar com os parceiros incondicionais da Cúpula do Poder Judiciário e a ela submissos. Com sua insuperável coragem moral e capacidade de luta, EDSON desencadeou a ira de uma camarilha de sabujos que, beneficiados pelo divisionismo suicida e condenável da maioria oposicionista, tendem a perpetuar-se à frente do Sind-Justiça. EDSON jamais rezou pela cartilha do agachamento e, por isso mesmo, tornou-se persona non grata aos donos do Poder. Aos 48 anos de idade, EDSON DE FREITAS sofreu um atropelamento fatal. Mera fatalidade ? É o pressuposto natural, mas uma dúvida inquietante ficou no ar : ao perceber que seria atropelado por um ônibus, EDSON tentou escapar para um dos lados da rua, mas o motorista paradoxalmente desviou o veículo para o mesmo lado e não para o lado oposto... Entrementes, causou profunda estranheza o boato, divulgado por fontes autorizadas do Sind-Justiça ( inclusive diretores da entidade ) de que EDSON DE FREITAS teria cometido suicídio. Perguntamos : foi um boato absolutamente gratuito ou premeditado ? Quem o industriou e por quê ? Nesse passo, para os genuínos amigos e irmãos de luta do bravo EDSON, trata-se de uma questão que não se encerra com sua morte civil. Trata-se, com efeito, de ocorrência que exige uma investigação ampla e até as últimas conseqüências, à luz de todos os fatos, incidentes e circunstâncias que marcaram a vida pública ( mormente sindical ) desse valoroso companheiro. Como CÍCERO nas CATILINÁRIAS, indagamos : CUI PRODEST ? Perguntamos, sim, A QUEM APROVEITA A MORTE DE EDSON ? Sem dúvida, impõe-se desde já a reclamada investigação, até para que no futuro não venham a ser arguídas suspeições comprometedoras... Se, por outra banda, surgirem indícios veementes ou evidentes de crime, seus eventuais responsáveis têm de ser condenados. Neste hipótese, não há como esperarmos que ocorra um longo interstício de 24 anos após o óbito para que a verdade dos fatos venha à tona, como no caso da morte do Presidente JOÃO GOULART ... Apesar de todos os percalços, o Brasil vive hoje - formal e constitucionalmente - sob a capa e aparência de um regime democrático, legal e de direito. Onde - mais que a aparência - há de imperar a plena transparência dos fatos, no plano geral da Cidadania. 2 - EDSON, VALDIR E MÁRIO ( Crônica escrita ao som da DANSA DA VIDA BREVE, de DE FALLA ) Como lenitivo confortador diante da perda inestimável de companheiros do naipe de EDSON DE FREITAS e VALDIR GONÇALVES DE CARVALHO ( fundador da UNISERVI e pai do nosso estimado VALDIR, ex-diretor jurídico do Sind-Justiça ), recorro a um valioso preceito do genial MÁRIO DE ANDRADE ( um dos expoentes da histórica Semana de Arte Moderna ) : MORRER NÃO TEM IMPORTÂNCIA . Particularmente, EDSON DE FREITAS não nasceu para perder e nunca teve medo de nada. A exemplo de MÁRIO DE ANDRADE, EDSON e o provecto VALDIR ( nosso pai espiritual ) estão mais vivos do que nós. Em seu admirável romance O ENCONTRO MARCADO, o ex-escrivão e brilhante escritor FERNANDO SABINO ensina que " não devemos temer a morte ; só os escorregões. Os medíocres apenas escorregam e os bons quebram a cabeça " . Como VALDIR E MÁRIO, EDSON foi dos bons. Pagou seu preço e DEUS o ajudará. É o que nos faz crer o maior brasileiro vivo, BARBOSA LIMA SOBRINHO, para quem " há, ou deve haver, um hagiológio ( tratado sobre os santos ) cívico, para nele inscrever os que souberam viver mais para os outros que para si mesmos " como EDSON, VALDIR e MÁRIO . P.S. - A presente crônica foi redigida antes do passamento de BARBOSA LIMA SOBRINHO, em 16/07/2000, aos 103 anos de idade. Reconhecido, há várias décadas, como paladino-mor da soberania nacional, BARBOSA LIMA tornou-se um símbolo marcante dos valores mais expressivos de nossa História. Foi, dentre todos os brasileiros, o mais eminente clérigo do nacionalismo no século XX . |
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2 - EDSON, VALDIR E MÁRIO ( Crônica escrita ao som da DANSA DA VIDA BREVE, de DE FALLA ) Como lenitivo confortador diante da perda inestimável de companheiros do naipe de EDSON DE FREITAS e VALDIR GONÇALVES DE CARVALHO ( fundador da UNISERVI e pai do nosso estimado VALDIR, ex-diretor jurídico do Sind-Justiça ), recorro a um valioso preceito do genial MÁRIO DE ANDRADE ( um dos expoentes da histórica Semana de Arte Moderna ) : MORRER NÃO TEM IMPORTÂNCIA . Particularmente, EDSON DE FREITAS não nasceu para perder e nunca teve medo de nada. A exemplo de MÁRIO DE ANDRADE, EDSON e o provecto VALDIR ( nosso pai espiritual ) estão mais vivos do que nós. Em seu admirável romance O ENCONTRO MARCADO, o ex-escrivão e brilhante escritor FERNANDO SABINO ensina que " não devemos temer a morte ; só os escorregões. Os medíocres apenas escorregam e os bons quebram a cabeça " . Como VALDIR E MÁRIO, EDSON foi dos bons. Pagou seu preço e DEUS o ajudará. É o que nos faz crer o maior brasileiro vivo, BARBOSA LIMA SOBRINHO, para quem " há, ou deve haver, um hagiológio ( tratado sobre os santos ) cívico, para nele inscrever os que souberam viver mais para os outros que para si mesmos " como EDSON, VALDIR e MÁRIO . P.S. - A presente crônica foi redigida antes do passamento de BARBOSA LIMA SOBRINHO, em 16/07/2000, aos 103 anos de idade. Reconhecido, há várias décadas, como paladino-mor da soberania nacional, BARBOSA LIMA tornou-se um símbolo marcante dos valores mais expressivos de nossa História. Foi, dentre todos os brasileiros, o mais eminente clérigo do nacionalismo no século XX . |
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