O SERVENTUÁRIO Independente
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DESUNIDOS PERDEREMOS !

Biológicamente, o ser humano não nasceu para trabalhar.

Mas, infelizmente, precisa se alimentar, vestir-se, e atender a todas as demais necessidades inerentes à sua passagem pela Terra.

Com isto, o dinheiro é o objeto com o qual o ser humano consegue os bens de que necessita, e a maneira normal de consegui-lo é trocando seu esforço pessoal ( trabalho ) por determinadas quantidades de moeda.

É natural, assim, que procure melhorar cada vez mais a obtenção de moeda em troca do trabalho que executa, pois almeja melhorar a qualidade de bens e serviços que utiliza - a sua vida, enfim .

No entanto, como é também da natureza humana o egoísmo, aqueles que recebem nosso trabalho e em troca nos remuneram querem cada vez mais para eles e, com isso, nos oferecem cada vez menor quantidade de moedas.

Se os seres humanos lutam entre si, todos perdem. Se unem-se para enfrentar um inimigo comum, aumentam as chances de vitória.

Foi desagradavelmente notada a ausência de representantes do SINTERJ - Sindicato dos Titulares e da AOJA - Associação dos Oficiais de Justiça nas últimas manifestações dos Serventuários .

A realidade é que estas associações representativas não conseguem se entender quanto ao que demandam para seus membros. O Sinterj, segmento orgulhoso da Categoria, entende que seus membros devem estar sempre acima dos serventuários comuns. Por sua vez a AOJA vem de há muito defendendo melhorias salariais diferenciadas para seu segmento.

E o Sindicato - o Sind-Justiça - fica no meio do fogo cruzado, querendo defender os interesses de todos, mas sem conseguir nem mesmo definir que interesses são estes.

Com isto, lucra - e muito - o patrão, no caso o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Como tática de empurrologia prática, todas as gestões vem adotando o esquema de mandar falar.

É simples : cada vez que o projeto consegue ficar mais ou menos alinhavado, passível de ser mandado à avaliação do Órgão Especial, um dos segmentos da Cúpula do Poder determina que alguma das partes interessadas fale a respeito.

Com isso surgem sempre novas manifestações, novas alegações, e o processo recomeça - tendo isto acontecido pelo menos dez vezes nas duas últimas gestões do TJRJ.

O dia em que a Categoria como um todo conseguir se unir em torno de um único projeto, não haverá mais alternativa à Cúpula do Poder a não ser manda - lo ao exame pelo Órgão Especial .E aí então veremos se todo o apoio oferecido pela Presidência e Corregedoria do TJ eram apenas para inglês ver ou se existia realmente a vontade de melhorar - com a maior justiça, diga-se - a situação pecuniária dos trabalhadores do Poder Judiciário Estadual.

Enquanto desunida, a Categoria faz o jogo que o Poder quer : não há pressão suficiente para resolver nada.

E se passarão mais quatro ou oito anos até que o ancião Plano de Cargos e Salários ( Projeto 2500) consiga enfim aparecer nos contracheques.

Sugestão deste jornal : que os líderes dos diversos segmentos se reunam - em caráter permanente - até conseguirem um denominador comum para o Projeto , ainda que sacrificando vaidades pessoais e/ou vaidades coletivas.

Pois o que será bom para uns terá que ser, necessáriamente, bom para todos!