O SERVENTUÁRIO Independente
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Primeira parte da novela perto do fim !

A primeira parte da novela era ( ou é ? ) uma reposição emergencial, tenha ela que nome tiver, seja ela a que título for.

Os serventuários do TJRJ estão com seus salários perigosamente defasados, demonstrando tendência a uma rápida queda aos piores níveis que a categoria já teve.

Então, embora não exatamente como combinado na última assembleia de Dezembro / 2000, a reposição a título de recomposição de perdas decorrentes das alterações dos salários-mínimos de 1999 e 2000 está praticamente assegurada, dependendo apenas do recebimento de documento assinado pelo Governador com a forma de pagamento dos 16% (?) ou 15% (?) ou 14,6% (?).

Nas próximas horas o Sind-Justiça deverá distribuir comunicado especial confirmando o recebimento de cópia do documento do Governador autorizando tal pagamento, de cujo total 5% já estão na folha de Janeiro e o percentual restante deverá ser pago - oh, Deus - no máximo até Junho próximo ( próximo é força de expressão...) .

Houve várias manifestações - algumas radicais, outras ponderadas mas, no fim, prevaleceu o bom senso.

Alex acusa - com justa razão, diga-se de passagem - o atual Presidente do TJ de não cumprir com sua promessa ( 10% + 6% ) e propôs que se fizesse uma carta aberta à população falando sobre os bastidores do Poder Judiciário Estadual.

Em seguida a serventuária Claudete manifestou-se de maneira absolutamente radical : era pela recusa do recebimento de qualquer percentual e pela greve imediata .

José Alfredo, de Cabo Frio, disse que a Capital não se mobiliza, e que é necessário conduzir com calma a questão das reposições. Defende que seja feita uma coisa de cada vez.

Jorge Omir colocou a seguinte questão : a categoria cobra muito do sindicato, mas o que a categoria fez por ela mesma ? A categoria tem que mostrar o que quer, e dar respaldo ao Sindicato para que este possa agir em seu nome.

Celso - ex-proger - falou sobre o problema das faltas decorrentes da paralisação de 24 horas e propôs que o sindicato dê também prioridade à solução deste problema.

Cláudio - (Técnico Judiciário) disse que nunca se sentiu tão humilhado como quando soube do primeiro percentual ( 5%), e que o momento é muito pior do que se pensa.E fez uma afirmativa com a qual todos concordaram : é preciso união, mobilização e garra !

Alípio (OJA aposentado) garantiu que os meses de Janeiro e Fevereiro são desfavoráveis a qualquer movimento grevista, portanto, se houver tal movimento, que seja só a partir de Março. Apoiando Jorge Omir, perguntou o que a categoria quer fazer por ela mesma ?

Ronaldo Marins Propôs aumento da mensalidade do Sindicato. Quanto à proposta do Governo do Estado, entende que a categoria deve aceita-la, pois é melhor do que nada.

Xiquinho afirma que está todo mundo precisando de aumento. E que, quanto à atuação da Diretoria do Sindicato, a categoria tem que dar respaldo. Afirmou que sempre batalhou e sempre batalhará por um salário digno.Afirmou que os outros segmentos da categoria (SINTERJ e AOJA) estão omissos, e que é preciso que todos venham juntos à luta.

Apresentadas as propostas, foram aprovadas as seguintes :

1ª : Proposta da mesa : manter o estado de greve, e ficar alerta aguardando o documento prometido pelo Governador garantindo os outros 10%. Nova assembleia para 12 de Fevereiro próximo, depois da posse do novo Presidente do TJ, para avaliação e decisões;

2ª - Proposta de Alex : carta aberta à população mostrando o que acontece nos bastidores do TJRJ e o valor que o trabalho dos serventuários tem para aqueles que necessitam da Justiça;

3ª - Que o Sindicato considere o abono das faltas da última paralisação como prioridade, juntamente com a questão salarial.

Tendo tido início às 18.30 horas, somente às 20 hs ocorreu o término da mesma, após a qual os presentes ainda passaram um bom tempo discutindo entre si, o que pode ser muito bom sinal.

 

 

César Salgueiro, fisionomia cansada, prepara-se para a assembléia.
Claudete, falando pela primeira vez em assembléia, defendeu a recusa dos 5% e a greve imediata .
José Alfredo, de Cabo Frio, defendeu a moderação. Uma coisa de cada vez...
Xiquinho fez uma defesa emocionada da atuação do Sindicato .