
Novo Presidente no TJRJ
O QUE OS SERVENTUÁRIOS GOSTARIAM DE VER !
( E, principalmente, de NÃO ver... )

Palavra, Seriedade e Interesse .
Com estas três fundamentais palavrinhas, o novo Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Desembargador Marcus Faver poderá cimentar um produtivo relacionamento com a Categoria dos Serventuários.
PALAVRA para - ao compromete-la - cumprir, à custa de qualquer sacrifício.Os Serventuários estão realmente cansados de Presidentes do TJ que prometem, prometem e não cumprem. O mais recente exemplo é o do ex-Presidente Manes : comprometeu-se a incluir na folha de Janeiro pelo menos 10% referentes à reposição negociada. Cumpriu ? Não, nadinha...que vergonha ! Só 5% foram incluídos e assim mesmo sabe Deus como.
SERIEDADE para não extrapolar os seus limites. Para saber que a independência total do Poder Judiciário é uma utopia, e que - exceto para obras e que tais - quem manda mesmo no dinheiro do Judiciário é o Governador, seja ele quem for . E vale, então, o velhíssimo ditado : manda quem pode, obedece quem tem juízo...
INTERESSE para proporcionar aos Serventuários a satisfação profissional meio perdida. Não só fazendo realizar cursos de aperfeiçoamento como lembrando-se de que na moderna administração de empresas a satisfação do trabalhador é considerada como um dos maiores elevadores da produtividade.
É óbvio : funcionário satisfeito produz mais e melhor.
E não se trata apenas de remuneração direta : os benefícios indiretos também são muito importantes. Plano de saúde, creche, transporte e alimentação. Mas não só para os Servidores da Capital. No Interior também trabalham seres humanos com as mesmas necessidades e que respondem aos mesmos estímulos.
Ah,esquecemos uma palavrinha : JUSTIÇA .
Justiça para entender - e aplicar na prática - o fato de que todos - independente de nível funcional - têm as mesmas necessidades, quer sejam Desembargadores quer sejam Auxiliares Judiciários. E para cessar com o vergonhoso compadrio com os debochados recursos procrastinatórios do Estado - especialmente na já nem mais controvertida questão da reposição dos 70,5% que viraram 25%.
O que os Serventuários NÃO QUEREM VER são as infindáveis reuniões para nenhum resultado, a barrigo-empurrometria , a sede de punir de alguns Magistrados que se julgam Deuses infalíveis,as humilhações profissionais, a indiferença...
Os Serventuários querem trabalhar, e trabalhar bem, trabalhar direito. E esperam que o novo Presidente do TJRJ lhes forneça os meios para isso, cobrando posteriormente, o que é natural. Mas precisam não somente de retaguarda técnico-profissional mas, também, de tranqüilidade espiritual. Que o novo Presidente do TJRJ seja justo com os Serventuários, e eles saberão retribuir elevando a um nível ímpar a qualidade dos serviços do Poder Judiciário deste Estado.
