O SERVENTUÁRIO Independente
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Entrevista exclusiva com Ronaldo Marins

" NÃO DEVERÍAMOS TER DEIXADO DE COBRAR O IMPOSTO SINDICAL ! "

Veja o que pensa sobre isto e sobre outros assuntos o Diretor de Formação Sindical do Sind-Justiça .

Ronaldo Borges Marins tem um jeito próprio de ser. Às vezes doce, às vezes polêmico e brigão, mas sempre defensor intransigente daquilo que julga ser o melhor para a categoria, Ronaldo diz, nesta entrevista exclusiva, o que pensa sobre o momento atual dos Serventuários.

 

O SERVENTUÁRIO Independente (SI) : Quais são as funções que você ocupa, hoje, no Sind-Justiça e em outros órgãos correlatos ?

 

RONALDO MARINS (RM) : Olha, eu sou diretor do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário, o Sind-Justiça, sou Coordenador Regional Sudeste da Federação Nacional do Judiciário e tenho sob minha responsabilidade Rio de Janeiro, Minas São Paulo e Espírito Santo. E represento o Brasil na União Internacional de Oficiais de Justiça e Oficiais Judiciários. Sou fundador da Confederação Latino-Americana do Judiciário, na qual já tivemos algumas reuniões feitas com representações da América Latina.

Ronaldo Marins raramente deixa de ir à tribuna para manifestar suas opiniões .

O Xiquinho estava comigo. Houve uma época em que ele era presidente da Federação e ajudou a construir essa Confederação, que hoje é uma realidade na América Latina. Teremos uma manifestação agora em Abril, em Buenos Aires, contra a globalização e contra a invasão da América Latina pelos americanos.

 

SI - Na qualidade de diretor de formação sindical do Sind-Justiça, o que você tem feito em sua gestão e o que falta fazer ?

 

RM - Eu reiniciei o trabalho do Zenildo, de visitação às Comarcas do Interior, pois desde a morte dele o sindicato não tinha mais feito visitas às Comarcas. Eu retomei este trabalho e estamos trabalhando nesse sentido, e nos colocando sempre à disposição para qualquer Comarca que chamar. Se eu tenho uma licença sindical é exatamente para desempenhar este trabalho.

Agora, por fazer tem muita coisa...

Quando eu entrei para o sindicato eu pensei que fosse fácil nós montarmos um congresso do judiciário no Rio de Janeiro, nós pensamos que fosse fácil montar cursos de formação sindical, que são necessários. O problema da nossa categoria é que nós não estamos conseguindo dar seqüência a esta formação, ou seja, à informação do que vem a ser sindicalismo, do que vem a ser luta de classes, pois - embora tenha caído o muro de Berlim e tenha acabado a União Soviética - a luta de classes continua. Existem pobres e ricos, e o embate continua até hoje, entre o patrão e o empregado, entre o desembargador e o servidor do judiciário - que são coisas totalmente distintas. Inclusive agora, fazendo parte da comissão ( SI- comissão de negociação com o Poder Judiciário ) eu estou observando que quando se fala em aumentar o quadro do Judiciário pois existe falta de funcionários , os magistrados que estão na comissão afirmam que vai inchar o quadro do Judiciário. E aí eu retomo a discussão e falo : os senhores, há três anos atrás, criaram setenta cargos de desembargador e estão criando mais quinze e não incha o quadro de desembargadores... O salário de um desembargador é muito mais alto do que o de um servidor . E por aí vai... então eles às vezes balançam com as minhas intervenções. Mas, graças a Deus, e eu não sei se é pela minha postura em todo este tempo ou se por uma questão de respeito a um membro da subcomissão, eles não rebatem, ficam na deles. É possível até que venham a rebater de outra maneira. Eu já fui retaliado até com perda de salário, e coisas que tais !...

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