Assembléia Geral aprova contas de 2000 do Sind-Justiça, mas com as ressalvas feitas pelo Conselho Fiscal !




O pres. do Conselho Fiscal faz a leitura do relatório
Não foi uma assembléia das mais amenas, mas também não foi nenhuma briga de foice...
A prestação de contas da diretoria referente ao ano 2000 foi aprovada pelo Conselho Fiscal - e, em seguida, pela categoria - com ressalvas quanto a empréstimo em torno de R$ 62.000,00 feito sem qualquer contrato ou documento ao Sind-Saúde - além de pequenos detalhes menos importantes.
Acontece que um dos temas da assembléia era exatamente a possibilidade da cobrança, aos sindicalizados, de uma mensalidade extra também no percentual de 1% sobre os vencimentos que se destinaria à Campanha Salarial de 2001.
Foi aí que a coisa complicou. Porque a lógica é a seguinte: se o Sind-Justiça anda sem dinheiro para nada, como emprestou tal importância ao Sind-Saúde ? Como vai se ressarcir, se não há nenhum documento assinado entre as partes ( o Sind-Saúde é uma entidade autônoma, independente do sindicato ) ? Vários participantes se manifestaram contra tal situação, meio nebulosa...
Quanto à cobrança da mensalidade extra, Ronaldo Marins disse que a cobrança em apenas um mês é insuficiente, que seriam necessários pelo menos três meses e que, em sua opinião, este aumento nas mensalidades deveria ser permanente.
Ao final, depois de muito bate-boca, inclusive com a intervenção do Diretor Jurídico do sindicato, ficou decidido que - face às exigências legais - o Sind-Justiça convocará, para data a ser divulgada, nova assembléia geral especificamente para decidir sobre esta cobrança extra.
Vários participantes se manifestaram preocupados com o controle e a fiscalização da verba arrecadada, sugerindo que fosse constituída uma comissão para acompanhar bem de perto a utilização da mesma.
Na realidade, o maior problema está no Sind-Saúde, cujas explicações, dadas pelo seu presidente Paulo César Soares Reis, não convenceram ninguém. Ele disse, inclusive ( em outras palavras ) que a salvação do plano está em ele ser adotado pelo Tribunal de Justiça.
E se o tribunal resolver ficar fora dessa ? Os que pagaram e estão pagando vão se dar mal mais uma vez, como aconteceu com o Sind-Farma, etc. ?
É bom que todos fiquem atentos...o próprio candidato da situação já disse ( leia entrevista nesta edição ) que o Sr. Paulo César não poderá participar da nova chapa.
Para bom entendedor...