
Sr. Editor :
Espetacular - a palavra é essa mesmo, ESPETACULAR - a matéria da colega Grasiela no número 24 deste jornal, sem desmerecer nosso também brilhante Amauri Dias.
Realmente, a situação geral é calamitosa, e a do servidor público, em particular, é quase que desesperadora.
E, devido ao escárnio que ela menciona, e à propaganda negativa que o governo (?) veicula subliminarmente contra os funcionários públicos, estes acham-se cada vez mais espremidos, sem perspectivas, sem sequer um presente, que dirá com algum futuro.
Agora a história do apagão .
É como se eu deixasse de fazer alguma coisa que tivesse que fazer, e na hora em que os problemas aparecem, VOCÊ é que tivesse que resolver. E pagar, o que é pior.
Tenho conversado com muita gente sobre isto, e a maioria não sabe o que é pior : ficar sem luz ou sem o dinheiro das sobretaxas ( novo nome para imposto indireto ) .
Nós, serventuários, temos, mais que nunca, que tomar muito cuidado. A nova direção do Tribunal de Justiça está, muito discretamente, querendo economizar às nossas custas, com a supressão das gratificações RE, etc. etc., e com uma suspeitíssima mudança de denominação de nossas gratificações.
Mas o deles ( pelo menos de alguns deles ) já foi aumentado .
Precisamos ficar muito atentos.
E quando teremos mais matérias da colega Grasiela Salvador ?
A amostra estava ótima, e todos nós estamos querendo mais .
Um abraço,
Eduardo Sérgio
por e-mail


Ao editor de
O SERVENTUÁRIO Independente
Quero parabenizar esta publicação pelo artigo "A Banda Podre da Magistratura", de Amauri Dias.
Fiquei contente e orgulhoso pela dupla homenagem que foi prestada à memória de meu avô, o saudoso Edmar Morel. Primeiro, pela original citação do livro póstumo de memórias, "Histórias de um Repórter", selecionando ali as referências sobre a magistratura e a justeza de seu combate ético pela moralização da vida pública e pela liberdade de expressão. Segundo, por ver as lutas de meu avô, ainda atuais, prosseguirem através do novo milênio e dos meios eletrônicos.
Abraço cordial,
Marco Morel
Professor do Departamento de História da UERJ