

Esta entrevista aconteceu após afirmativa do presidente do Sind-Justiça ao editor deste jornal, de que o Sr. Carlos Alberto Pessanha jamais teria posto os pés no gabinete do Presidente do TJRJ.
Fomos, então, em busca da versão do outro lado. O resultado está aí .
Leia e julgue você mesmo.


CAP - Bem, eu saí do Tribunal de Justiça vibrando. Vibrando com a recepção que eu tive por parte do nosso presidente do Tribunal. Que é uma pessoa muito ocupada, e nos recebeu daquela forma , inclusive me deixando à vontade para fazer os contatos com os bancos. E, inclusive, autorizou a falar em nome dele nas três instituições oficiais, isto é, Banerj, que recebe as custas do TJ, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Eu não tenho razão para mentir, pois não sou candidato a nada, tenho testemunhas do que aconteceu, inclusive o Cláudio, que estava presente, e a secretária do presidente, Dra. Marlene. Inclusive, fui informado que a proposta do Banerj já está no departamento jurídico do Tribunal, sendo que após, ficará faltando apenas a assinatura do presidente Marcus Faver.
O Superintendente do Banerj nos agradeceu e assumiu o compromisso de publicar uma matéria nos jornais quando o assunto for decidido favoravelmente .
SI - O que o levou a solicitar esta audiência ao presidente do Tribunal ?
CAP - Foram as dificuldades financeiras pelas quais eu e muitos outros colegas estamos passando. E mais : eu já havia feito este pedido - e é lógico que o Sr. César Salgueiro vai me desmentir - eu já havia feito este pedido, como delegado sindical, ao Sr. César Salgueiro há aproximadamente um ano atrás.
SI - Você afirma, então, que antes de tomar a iniciativa de ir diretamente ao presidente do TJ você já havia solicitado a mesma coisa ao presidente do sind-justiça ?
CAP - Há um ano atrás, há um ano atrás...e eu não sei porquê ele não teve interesse em atender , sendo uma reivindicação de categoria. Não sei se teve alguma coisa a ver com a cooperativa, por exemplo. Não sei, eu deixo isso no ar...
SI - O sindicato vem passando por sérias dificuldades financeiras. Em que estas dificuldades tem afetado as relações das delegacias sindicais com o presidente do sindicato ?
CAP - Falando apenas pela minha Comarca, pois é só por ela que eu posso falar, esta situação financeira do sindicato vem afetando muito o relacionamento com as delegacias sindicais. Aqui, neste nosso espaço, o aluguel está sendo sempre pago com atraso de dois, três meses. E só não somos despejados porque o proprietário é nosso amigo, é um advogado militante há mais de 20 anos na Comarca, e nós pedimos paciência a ele. E aí nós vamos nos humilhar junto ao sindicato para que pague, e aí é que eles efetuam o pagamento. Nós não temos água nem café, e mais, nós temos um aparelho de fax aqui, que foi instalado pelo sindicato, que inclusive está com defeito. Já ligamos para lá e eles não tem previsão de quando vão resolver, mandando colocar outro ou consertar este, pois não há verba.
Com uma arrecadação que se estima - segundo palavras deles mesmos - em cerca de R$ 160.000,00 , esta verba deve estar sendo mal distribuída, então.
SI - Existe repasse de verbas do sindicato para as delegacias sindicais ? E, se existe, está sendo feito regularmente ?
CAP - Não, não existe repasse de verbas. Inclusive, é uma luta, é uma briga que eu estou tentando travar agora com o sindicato, para que haja uma descentralização dessas verbas. Eu acho que as delegacias sindicais, especialmente das grandes comarcas, precisariam do repasse de verbas para poder se manter. Isso, lógico, dentro de uma organização, com tudo direitinho, inclusive livro caixa, etc. etc.. Tudo bonitinho, pois nós não queremos desperdiçar o dinheiro, que não é do sindicato, mas sim da categoria. O que nós queremos, na realidade, é melhorar nossa delegacia sindical, para dar aos colegas mais condições de chegar na delegacia e se sentirem amparados.
SI - Excluindo seu pensamento pessoal, como os serventuários da Comarca de Campos, em geral, tem visto a atuação do sindicato ?
CAP - Eu posso afirmar , afirmar com certeza, que a Comarca de Campos está insatisfeita com a atuação do sindicato. Isso você e qualquer um podem ouvir nos corredores do fórum. E eu acredito que a insatisfação da nossa Comarca com relação ao sindicato seja a atuação. Eles não estão atuando mais como um sindicato. Como deveriam, lutando, brigando. E sim em negociações que eles dizem que estão fazendo, mas que nós não vemos os resultados, por isso achamos que não está acontecendo nada. E mais. Já que o César me desmentiu, eu vou tornar pública aqui uma coisa : ele não é recebido pelo atual Governador. Isso eu acho que a categoria não sabe, não sabe nem o porquê. E eu soube que ele não é recebido pelo nosso governador porque Garotinho, quando saiu de Campos para ser governador do Estado do Rio de Janeiro, agendou uma reunião com ele, a nível político, e ele menosprezou, porque era um simples prefeito de uma cidade do interior. E hoje é o governador do Estado do Rio de Janeiro. E digo mais : nossa secretária já está agendando uma reunião nossa com o Governador, mas não com a diretoria do sindicato, pois se for com a diretoria do sindicato eu tenho certeza de que ele não vai receber. Mas a delegacia sindical de Campos, eu tenho certeza de que ele vai receber.
SI - O que é que não lhe foi perguntado, que você gostaria de colocar para a categoria ?
CAP - Eu queria colocar para a categoria, de Campos, principalmente, que a categoria tem que participar mais dos movimentos, e não tem que se desfiliar, pelo contrário. É preciso fortalecer o nosso sindicato, e a forma de fazer isto é se sindicalizando, inclusive para mudar o que for preciso. Para nos dizer onde estão os erros para que a gente possa mudar, nesta administração e em outras. E é só sindicalizado, e é só votando, e participando, que se consegue isso.
Participar principalmente das assembléias, embora o sindicato não dê nem condições de nós participarmos das assembléias, pois houve uma ocasião, inclusive, em que nós alugamos um microônibus e o sindicato não pagou, deixando-nos em situação muito difícil.
SI - Aproveitando a oportunidade, gostaríamos de perguntar ao Cláudio ( Cláudio Afonso Gomes Soares, lotado na 3ª Vara Cível de Campos ) o que ficou faltando na entrevista do Carlos Alberto Pessanha ?
Cláudio - Eu gostaria apenas de reforçar , por ter participado junto com ele, a existência da reunião com o excelentíssimo Dr. Marcus Faver, presidente do Tribunal de Justiça, que nos recebeu muito bem se mostrou muito preocupado com a situação dos serventuários. E eu não tenho a menor sombra de dúvida de que ele vai atender às reivindicações levadas pelo delegado Carlos. Inclusive, nós soubemos , do próprio presidente do Tribunal, o que nós não soubemos pelo sindicato, isto é, que essa questão da rubrica não depende do Tribunal. O Tribunal simplesmente autoriza o desconto em folha, e são os bancos que tem que requerer ao tribunal este benefício. E isto nunca foi passado para nós, o sindicato nunca passou isto. Quem nos passou esta informação foi o próprio presidente do Tribunal, o que demonstra a boa vontade dele em nos atender.
SI - Você é o delegado sindical em Campos ?
CAP - Sim, sou o delegado sindical, com muita honra. Fui eleito por aclamação, não houve sequer outra chapa concorrendo.
SI - O informe que foi passado a um colunista deste jornal a respeito de sua ida ao gabinete do Presidente do Tribunal para tratar de empréstimos para serventuários está sendo contestado . Afinal de contas, você esteve ou não esteve com o Desembargador Faver ?
CAP - Eu estive, representando a minha categoria da Comarca de Campos. Foi essa a introdução que eu fiz junto ao excelentíssimo Dr. Marcus Faver. Essa reunião foi agendada pela secretária da nossa delegacia sindical, e eu fui acompanhado do companheiro Cláudio, no dia 5 de Junho último. A reunião, que havia sido marcada para as 14 horas foi, inclusive, antecipada pela Dra. Marlene para as 13 horas.
Eu não estou entendendo o nosso presidente falar uma coisa destas, pois eu tenho como provar que estive lá.
SI - E como foi a conversa com o presidente do Tribunal ?