O SERVENTUÁRIO Independente
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Liberdade de imprensa não teve vez na Assembléia Geral Extraordinária da Coop-Justiça.

Sob o pretexto do sigilo bancário - evidentemente infundado, já que uma assembléia é, por princípio, pública, nossa reportagem foi impedida de usar qualquer meio eletrônico ( exceto a máquina fotográfica) para registrar o que lá aconteceu.

Mas, infelizmente para eles, não foi possível interditar nossa memória. Assim, levamos aos nossos leitores o que aconteceu naquele recinto.

Os trabalhos foram abertos pelo presidente da Cooperativa, José Luiz Santos Peixoto, que compôs a mesa com outros dois diretores, Ronaldo Marins ( ex-diretor do Sind-Justiça e diretor secretário da cooperativa) e José Carlos Henriques ( ex-diretor do Sind-Justiça e diretor tesoureiro da cooperativa).

Um único tema em discussão : a ratificação, pelos cooperativados, da aprovação, pela diretoria da cooperativa, dos contratos nºs 4996 e 9536, ambos celebrados com o Sind-Justiça.

Inicialmente, falaram dois membros do Conselho Fiscal da cooperativa, defendendo a correção das contas da mesma - coisa, ao que se saiba, que não estava sendo questionada.

Em seguida, prestaram maiores e mais claros esclarecimentos a gerente-geral,D. Ivênia Silva, e o contador da cooperativa.

As posições foram defendidas com veemência por partidários quer da ratificação, quer da recusa à ratificação.

No entanto, curiosamente, ninguém entre os que estavam contra a ratificação deixou de defender também a cooperativa, até com expressões apaixonadas, como a de Alípio Mendes, que referiu-se à minha cooperativa !

Amarildo Silva, presidente do Sind-Justiça, defendeu a tese de que este não seria o momento adequado para ratificar operações feitas há vários e vários anos ( a operação inicial estava em torno de R$ 400.000,00 - tendo chegado aos números atuais face à sucessivas renegociações e acréscimos de juros, correções, etc. ) .

Ronaldo Marins, por sua vez, afirmou que uma coisa eram as operações feitas pela cooperativa/bancoob, todas elas corretas como reconhece o próprio sindicato; outra coisa são os caminhos a serem tomados após a auditoria a ser feita no sindicato.

Defendidas as posições pró e contra, a votação.

E o resultado foi apertado, muito apertado ( veja as últimas duas fotos, abaixo) .

Por pequeníssima margem de votos, foi aprovada a ratificação dos contratos feitos pela cooperativa/bancoob com o sindicato.

Este jornal defende uma posição de equilíbrio : se o sindicato reconhece que a cooperativa/bancoob agiu dentro das normas legais ao conceder os empréstimos ao sindicato em outra gestão, deve pagar o devido, ainda que com substancial sacrifício.

Ficou patente que ninguém - sindicato ou cooperativa - deseja que uma das partes neste negócio seja prejudicada.

Agora, feita a auditoria e se comprovada alguma coisa errada, aí, sim, que sejam tomadas as atitudes pertinentes específicamente com relação aos envolvidos nos fatos.

Não se deve generalizar as acusações, assim como não se deve deixar de apurar tudo com a mais absoluta isenção.

Mas que esta novela ainda vai ter muitos outros capítulos, lá isso vai...

Assembléia da COOP - JUSTIÇA realizada em 22/10/2001 :

ASSOCIADOS, POR PEQUENA MARGEM, RESOLVEM RATIFICAR EMPRÉSTIMOS FEITOS AO SIND-JUSTIÇA

 

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