

TEMPESTADE, ALEGRIA E GRATIDÃO
Tudo o que soma é progressista; e tudo o que divide é reacionário
OSNY DUARTE PEREIRA, memorável jurista, cidadão do povo e intelectual de vanguarda.
Com imensa alegria, saúdo a recente participação do admirável companheiro JORGE SOARES CHAIM em nossa edição anterior, como redator desta Coluna. Por sua competência, integridade e saber jurídico, trata-se de um colega altamente conceituado no universo da Categoria e em todos os setores onde tem labutado.
Como diretor sindical, realizou um trabalho marcante, agilizando e aperfeiçoando o departamento jurídico do Sind-Justiça. Nessa condição, após a fracassada greve de 1998, impetrou - juntamente com o imortal EDSON DE FREITAS - Notitia Criminis contra o então Corregedor-Geral da Justiça, dando cumprimento a uma decisão de Assembléia da Categoria.
Sob a capa de um espúrio "remanejamento", CHAIM e EDSON foram depostos de seus cargos executivos no Sind-Justiça, por não compactuarem com a postura de agachamento aos donos do Poder, adotada por CÉSAR e seus xifópagos...
Com a divisão da Oposição na eleição sindical de 1999 e desencantado com a perda irreparável de EDSON, CHAIM desligou-se do Sind-Justiça. Porém, na recente eleição, estando em jogo o destino de nossas lutas e da própria entidade sindical, CHAIM não hesitou em apoiar a chapa de AMARILDO, reforçando substancialmente sua votação.
Creio que, agora, há condições para o retorno (em vias de efetivar-se) desse notável companheiro aos quadros do nosso Sindicato, cuja atual liderança há de contar - quando julgar necessário - com sua valiosa colaboração.
Trata-se de um retorno que - a exemplo da vitória de AMARILDO - bem poderíamos simbolizar musicalmente reportando-nos à SINFONIA PASTORAL de BEETHOVEN, especialmente aos seus dois movimentos finais.
Seu contexto geral é rico em melodias, tão belas quanto suaves, que retratam a vida bucólica e seus cenários. Porém, seu penúltimo movimento é uma violentíssima TEMPESTADE, altamente arrebatadora; e o último - EXPANSÕES DE ALEGRIA E GRATIDÃO APÓS A TEMPESTADE - é novamente constituído de temas melódicos singelos e cativantes.
Em suma, se na TEMPESTADE nos dividimos em relação à eleição de 1999 e, depois, tivemos a perda fatal do EDSON, hoje - não obstante a situação calamitosa de nossa entidade sindical - podemos expandir ALEGRIA e GRATIDÃO com a vitória inconteste de AMARILDO e o retorno salutar de CHAIM. Uma alegria triunfal e uma gratidão marcante de todos os companheiros que, no plano da democracia sindical, consagraram a revolução pelo voto.
