Afinal de contas, o que está acontecendo ?
Na hora marcada inicialmente para o início da assembléia, menos de 30 pessoas ( muitas do próprio sindicato ) estavam presentes .
Apesar da convocação feita pelos diretores do sindicato via carro de som, a freqüência demorava a aumentar. às 18 horas e quinze minutos, melhorava um pouquinho...
E, finalmente, por volta das 18.15 hs começava efetivamente a assembléia, com um comparecimento muito fraco por parte da categoria.

Assembléia do Sind - Justiça em 22.11.2001 :
AMARILDO AMEAÇA RENUNCIAR !

Às 17.30 hs, era este o comparecimento à assembléia ...

Alex, diretor de formação sindical, já estava ficando rouco de tanto gritar que , para esta assembléia, seria necessário o comparecimento de 1.000 serventuários. Em vão...
Nesta altura dos acontecimentos, Amarildo Silva, visivelmente irritado, foi ao microfone dizer que não é o papai dos serventuários, e que a proposta que apresentou na campanha eleitoral referia-se à volta da luta da categoria na busca por conquistas, especialmente as salariais.
E , acreditamos que num momento de maior exaltação, afirmou que não foi para isto que teria sido eleito presidente do Sind-Justiça e que, caso esta situação permanecesse, renunciaria ao mandato.



Mas aos pouquinhos o número de participantes foi aumentando e, no final, 178 serventuários haviam assinado o livro de presenças.
Analisando friamente : seria esta a política certa com relação às assembléias ? Será certo convocar assembléias só para medir sua freqüência , sem nada de mais específico para apresentar à categoria como aconteceu ontem ?
Serventuário já não gosta muito de assembléias e, sem motivação suficiente, gosta menos ainda !
A diretoria do Sind-Justiça está precisando, em nossa opinião, fazer uma revisão dos seus procedimentos com relação à convocação de assembléias, pois os serventuários dão preferência a que o sindicato conduza as negociações com o poder e que a categoria em conjunto só decida o que deve ser feito.
A diretoria do Sind-Justiça é de luta, mesmo. Mas tem que entender que a categoria quer que ela encaminhe as proposições ao Poder e que, nas assembléias, lhe sejam levados apenas os informes necessários às decisões a serem tomadas em conjunto.
Está havendo muita falação, muita música, e pouca objetividade.
Amarildo Silva e seu pessoal são lutadores e bem intencionados. Mas precisam reavaliar sua atuação junto à categoria.
Os tempos mudam, e é preciso perceber e acompanhar estas mudanças...
De concreto, ficou acertado que será criada uma comissão para apresentar eventuais emendas ao Projeto de Plano de Carreira ; outra comissão para estudar a reforma dos estatutos do sindicato e, ( a confirmar ) marcada para o dia 04 de Dezembro, assembléia no 1º Tribunal do Júri para tratar das finanças do sindicato.
E foi só...