O SERVENTUÁRIO Independente
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Desde épocas imemoriais o ser humano tenta adivinhar o seu futuro.

Para isto usa astrólogos, numerólogos, tarólogos e outros ólogos , inclusive os otariólogos.

Para " prever " o que vai acontecer com os serventuários da Justiça do ERJ no ano de 2002 não é necessário nada disto. Basta tentar usar um pouquinho da lógica e experiência que todos nós temos .

O ano vai começar difícil... mas pode até terminar bem .

Do lado da Alta Administração do TJ há a vontade real de dar alguma coisa à categoria, como uma espécie de " socega leão ".

Para tanto estão sendo feitos estudos no sentido de ver se e como poderia ser implementado pelo menos o plano de saúde. Provavelmente com dupla participação, isto é, o TJ pagaria uma parte ( a maior parte ) e o serventuário pagaria outra.

Vai depender de um remanejamento de verbas, pois a verba deste ano já estaria toda planejada - com forte destinação ao Departamento de Obras e Instalações. O Presidente do Tribunal, Des. Faver, gostaria de ter o máximo possível de inaugurações para fazer até o fim de sua gestão.

Portanto : o plano de saúde está difícil mas não está vetado - e há a possibilidade de uma decisão concreta até Março ou Abril próximos .

O Plano de Carreira dos Serventuários ( alguns o chamam de Plano de Cargos e Salários ) apesar de trazer poucas novidades tem encontrado resistência por parte de vários Desembargadores mais antigos, que, a grosso modo, entendem que os serventuários já estão muitíssimo bem e não precisam de mais nada. Até pelo fato de o dito projeto ( também conhecido como PROJETO IÔIÔ pois sobe e desce pelos gabinetes...) receber propostas de emendas de todos os segmentos da categoria. E aí, haja tempo para os escalões superiores analisarem tudo. É tudo o que " eles " pediram a Deus...

Índice 2.500 e definição do famosíssimo caso dos 70,5%, NEM PENSAR... apesar de alguns pequenos passos no processo dos 70,5% ( como o término da perícia, por exemplo ) nada se resolverá ainda neste ano.

É arriscado fazer tal afirmativa, mas os 19% da reposição do salário mínimo de 2001 devem realmente sair - claro que somente quase que lá pelo meio do ano, pois o TJ precisa fazer acordos com o Governo do Estado para o remanejamento e a eventual complementação das verbas necessárias.

O Presidente do TJERJ, Des. Marcus Faver e o Corregedor-Geral Des. Paulo Gomes se arrepiam todos só de ouvir a palavra greve . Provavelmente tomarão esta possibilidade até como ofensa pessoal, pois ambos se dispõem a negociar dentro do possível e entendem que a convocação de uma greve - em havendo negociações - seria uma atitude meramente política da atual diretoria do sindicato.

Mas a hipótese de uma greve não deve ser descartada, apesar da possível ( ou provável ? ) pequena adesão. Baixa adesão esta que, se acontecer, será uma séria derrota para a diretoria do Sind-Justiça.

Resumo da ópera : para 2002 só existem reais perspectivas para o plano de saúde ( talvez, alternativamente, para os vales transporte e refeição, se saírem mais em conta ) e para a reposição - que pode chegar até os 19,2% pretendidos mas também poderá ficar abaixo, dependendo das possibilidades de remanejamento de verbas.

Mas alegre-se, serventuário : alguma coisa vai sair !

A questão é saber quando, pois a categoria está acomodada e não colabora apoiando a diretoria do sindicato. Que está lutando quase que sozinha. E quanto menos apoio e respaldo tiver o sindicato, mais tempo vai ser necessário para obter alguma coisa.

Assim mostraram nossa bolas de cristal . Vamos conferir mais tarde ?

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Como será o amanhã ? Pergunte a quem quiser... nós achamos que vai ser assim .

Nossa Bola de Cristal mostrou alguma coisa voando...