
Ao Sr. editor de O Serventuário Independente .
Muitos Oficiais de Justiça como eu já se manifestaram no seu jornal quanto à omissão da nossa associação, a AOJA-RJ.
É impressionante como a atual diretoria convoca uma assembléia geral ( eu compareci ) , fala uma porção de coisas e depois, não acontece nada.
A minha impressão é de que a tal assembléia do dia 28 de Novembro foi apenas um pretexto para reunir os Oficiais de Justiça e mostrar a cara do colega André Moreno, diretor financeiro da AOJA e declaradamente candidato à sucessão de Roberto dos Santos.
Meu Deus, como é que pode tanta omissão com os assuntos da nossa classe ?
O próprio SI já disse - e não foi desmentido - que apesar de ter ido à sede da AOJA mais de uma vez não conseguiu qualquer informação sobre os assuntos discutidos na assembléia, principalmente o assunto do índice 2000 para os OJAS.
Talvez os Oficiais da Capital estejam melhor informados ( eu sou do interior ) mas duvido muito.
Mas as eleições para a AOJA estão chegando. E tomara que aconteça o mesmo que aconteceu no Sind-Justiça : a omissão da diretoria teve como resultado a vitória da oposição .
Perdão pelo desabafo, mas estou mesmo revoltado.
Atenciosamente,
José Carlos
por e-mail


Prezado Elmo Monteiro
É muito fácil reclamar aqui, difícil mesmo é agir para conseguir alguma coisa.
Estou falando da carta do colega Antônio Carlos, com aquela montoeira de números.
Mas, se os números estiverem certos, de fato apenas pouco mais de 13% da categoria elegeu um grupo que, bem ou mal, vai representa-la por dois anos.
Mas nem por isto a categoria como um todo pode ficar alheia e indiferente ao que está acontecendo. Afinal, os serventuários querem ou não querem a reposição dos 19,2% ?
Se não querem, tudo bem, o comportamento é este mesmo, de pouco ligar para assembléias, etc. e tal.
Se querem a reposição, é preciso que, embora discordando da ideologia da maioria dos diretores do sindicato, apóiem e dêem respaldo ao mesmo para que possam negociar de igual para igual com a cúpula do Tribunal.
Como vocês dizem e é verdade, a atual falta de representatividade do Sind-Justiça pode prejudicar muito a conquista de qualquer coisa, seja a reposição seja o plano de saúde, etc.
Se a cúpula do TJ sentir que esta diretoria do sindicato não tem capacidade de mobilizar a categoria para uma greve, aí já era... nem plano, nem reposição, nem nada.
Mesmo discordando da linha política do sindicato, é preciso apoia-lo em nosso próprio benefício.
Colegas : vamos comparecer às assembléias ?
Um abraço,
Guilherme Silva
por e-mail