


Que o relacionamento da Alta Administração do TJERJ com a nova diretoria do Sind-Justiça não seria nada fácil, todos sabiam.
No entanto, ao contrário do que se esperava, não houve ainda a acomodação, isto é, tanto o Presidente quanto o Corregedor-Geral do TJ têm resistências pessoais com relação a Amarildo Silva e sua diretoria .
Apesar de ambos os Desembargadores tratarem civilizadamente quer o Presidente do Sind-Justiça quer seus diretores, inclusive não se recusando a recebe-los em audiências previamente marcadas, nota-se no ar um clima de má vontade.
Preconceito puro !
A cúpula do TJERJ nada tem contra a defesa que o sindicato faz dos interesses dos serventuários, coisa que acham perfeitamente natural. A reação é contra os métodos que o sindicato está usando atualmente .
Os Desembargadores estão se sentindo encostados contra a parede com as ameaças partidas do sindicato. Acham que, se cederem, poderão estar dando a impressão de que fraquejaram nisto que estão vendo como um confronto .
No entanto, vendo-se a questão pelo outro lado, a atual diretoria do sindicato está coberta de razão quer quanto aos pleitos quer quanto aos métodos. Primeiro pelo fato de ser sua atribuição principal e específica defender os interesses de seus associados e da sua categoria, especialmente os que dizem respeito à remuneração. Segundo, pelo fato de que esta diretoria quer se mostrar atuante, dinâmica e transparente, ao contrário da diretoria anterior que se mostrava, nos últimos tempos, inoperante. E, por último, pelo fato de - para se firmar junto à categoria - precisar apresentar resultados o mais rapidamente possível.
A cúpula do TJERJ não tem argumentos válidos para negar a pretensão do sindicato - como representante de todos os serventuários - da reposição do reajustamento do salário-mínimo de 2001, eis que a premissa da validade já foi repetidamente aceita por ela mesma ao conceder outras reposições . Já há, na prática, jurisprudência formada quanto a isto .
Ao conjunto dos serventuários cabe PRESTIGIAR O SINDICATO, dando-lhe respaldo para negociar, superando as eventuais dificuldades de relacionamento.
Ou, caso contrário, como já sugeriu um serventuário em assembléia,devem desistir da reposição e esperar sentados até o próximo ano - ou até que se manifeste espontaneamente a boa vontade dos Desembargadores.
O que é que você escolhe ?
Para
a categoria dos serventuários da Justiça, por ter prestigiado
o panelaço promovido pelo Sind-Justiça.
É isto mesmo !
Cobra que não anda não engole sapo...
Portanto o negócio é dar força ao sindicato !
Para
a BOATE FÓRUM CENTRAL, que funciona à meia luz, como
no tango .
Este colunista já cansou de ver pessoas tendo que se aproximar de portas para ler os cartazetes, cujo fundo é preto também.
Chega de escuridão !
Para
o DGOI, que afirma que o Fórum da Ilha do Governador estará
pronto entre Março e Abril próximos.
Será mesmo ? Tomara...
Juízes e serventuários agradeceriam muito .
A data ainda não foi marcada, mas certamente será entre Março e Abril próximos a eleição para a nova diretoria da Associação dos Oficiais de Justiça do Estado do Rio de Janeiro - AOJA-RJ .
Problema sério para os Oficiais de Justiça. Decisão difícil .
A atual gestão, Roberto dos Santos em seu segundo mandato, na realidade nada fez. Diga-se, a seu favor, que o diretor financeiro e atual candidato da situação à presidência, André Moreno, conseguiu sanear as finanças da associação, e tem trabalhado com transparência com o dinheiro dos associados, embora muios discordem do emprego das verbas em festas e coisas que tais. O atual presidente mal aparece na associação .
Este colunista nada tem - muito pelo contrário - contra a gestão de Roberto dos Santos e André Moreno, que considera pessoas corretas . Apenas acha que eles nada fizeram em benefício da remuneração dos Oficiais. O índice 2000, bandeira de luta, caiu no campo das muitas palavras e poucas ações .
Fora a de André Moreno, já declarada, não há ainda outras candidaturas oficiais. Fala-se em Josias e em Ronaldo Marins.
Entendemos que o ex-presidente da AOJA, Josias, tem pequenas chances pois, além de pouco fazer pelos Oficiais, ainda deixou- segundo dizem - um senhor rombo nas contas da associação.
Ronaldo Marins é, no entendimento da coluna e se sua candidatura vier a ser confirmada, o melhor nome para presidir a AOJA no próximo biênio. Além da sua personalidade forte, Ronaldo é de fazer, e está acostumado a freqüentar os gabinetes da cúpula do TJERJ , o que hoje intimida o atual presidente da associação. E tem saco suficientemente roxo para organizar e mobilizar os Oficiais e corrigir a injustiça antiga, arrancando dos Desembargadores o famosíssimo índice 2000.
Vamos aguardar os acontecimentos, mas é hora de os Oficiais de Justiça Avaliadores começarem a avaliar ( é, é de propósito ) concretamente os candidatos e possíveis candidatos. E decidir se querem esperar mais 2 ou 4 anos pelo índice que, por justiça, já lhes deveria ter sido dado há tanto tempo. Ou se querem partir pra briga !!!




