O SERVENTUÁRIO Independente
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Este jornal nada tem, evidentemente, contra a Mútua, seus dirigentes ou suas formas de atuação. Muito pelo contrário, até parabeniza a todos os seus associados não só por estarem sob uma administração séria e competente mas, principalmente, por contarem com tão efetiva proteção de saúde.

Mas, na Casa da Justiça, haja injustiças...

Enquanto suas excelências desfrutam de tudo o que pode ser lido na reprodução acima, os serventuários sofrem, desde muito tempo, em busca de um plano de saúde até mais singelo, mas que atenda às suas necessidades e de suas famílias.

O Desembargador Salomão menciona que a remuneração justa é uma forma de demonstrar respeito com quem considera a base de tudo ( referia-se à classe médica, mas o entendimento, por extensão, poderia ser aplicado também aos serventuários ) . Por esta razão, remunera os médicos que atendem aos magistrados com o dobro do maior valor pago pelos planos comuns . Lamentavelmente, os serventuários não desfrutam do mesmo privilégio.

O plano da Mútua dos Magistrados é fechado, não comercializável, isto é, um plano de autogestão , sem finalidades lucrativas, administrado por uma diretoria onde não há sequer um médico.

Embora todos os serventuários saibam perfeitamente quais são as fontes de receitas da Mútua, não se incomodariam em participar do mesmo plano, com as mesmas benesses, contribuindo mensalmente para tanto - mantido o mesmo nível de qualidade.

Ao que se saiba, o Tribunal está estudando um plano de co-participação a ser gerido por uma das prestadoras de serviços de saúde, à qual pagaria uma parte do valor ajustado cabendo outra parte ao serventuário que o subscreva. Seria a melhor solução? Dar lucro a operadoras que estão sempre criando problemas ou seria mais vantajoso para todos - inclusive pelo aumento da massa de recursos financeiros - que os serventuários participassem - sem discriminações, é claro - do plano da própria Mútua ?

Os serventuários não fariam questão de médicos de gabinete embora possam desejar o médico de família .

Quanto aos demais luxos descritos na matéria acima reproduzida, nada a opor. Nada contra yoga, tai chi chuan, judô, ginástica, etc.

Desde que os interesses básicos dos serventuários sejam também atendidos.

É hora de a cúpula do Tribunal de Justiça pensar a sério neste assunto, pois é uma vergonha a discriminação social naquilo que o ser humano precisa de mais básico : o atendimento aos seus problemas de saúde.

Que tal a Mútua dos Magistrados passar a denominar-se MÚTUA DOS MAGISTRADOS E SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ?

Fica aí a sugestão : fazer justiça a TODOS que trabalham na Justiça, e não beneficiar apenas a alguns, já privilegiados por suas próprias posições ...

 

Realizou-se na cidade do Rio de Janeiro, no pavilhão do Riocentro, entre os dias dois e quatro de Outubro último, o Hospital Business - Congresso e Feira de Produtos e Serviços Médico-Hospitalares.

Neste mesmo mês de Outubro era distribuído o número 40 da revista HOSPITAL RIO, órgão de divulgação da Associação de Hospitais e Clínicas do Rio de Janeiro.

A matéria que você vê ao lado, impressa na página 3 da revista, reproduz a entrevista do Desembargador Paulo César Salomão a respeito da assistência médico-hospitalar prestada pela MÚTUA DOS MAGISTRADOS do TJERJ aos seus em torno de 1250 associados.

Como seria de esperar o Des. Salomão não mente , e conta tudo. Inclusive que paga aos médicos R$ 72,00 por consulta, enquanto o segundo plano que melhor paga remunera os médicos com apenas R$ 39,00.

Com tal liberalidade, a MÚTUA DOS MAGISTRADOS recebeu o título de melhor plano, concedido pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Rio de Janeiro, após avaliação feita pelo IBOPE.

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