NO OLHO DO FURACÃO
Todos os que me conhecem sabem que eu não sou de prometer sem saber se vou poder cumprir. Por esta razão, não posso prometer nada, neste momento, sem saber como estão as negociações com a cúpula do Poder. O andamento destas negociações ( reposição dos 19%, plano de carreira, etc. etc. ) é que vai nos ditar qual o comportamento a ser seguido. O ideal seria que pudéssemos usar apenas o caminho das negociações. Mas, se este caminho for inviável ou extremamente demorado, estaremos dispostos a endurecer as posições. Não a troco de nada, apenas para demonstrar uma eventual força. Mas sim como último recurso, quando outros caminhos tiverem se fechado . E quem me conhece sabe que, se for preciso lutar, eu estou na linha de frente. Mas como premissa, entendo que negociar - com prazos definidos - ainda é o melhor caminho. O que vai determinar nossas posições serão as posições tomadas pela cúpula do Poder que, esperamos, continuem sendo amigáveis. ( Amarildo Silva )
Como foram os seis primeiros meses da gestão Amarildo Silva no Sind-Justiça

Estas palavras, publicadas no nº 31 do SERVENTUÁRIO Independente (clique aqui para ler ) respondiam à pergunta sobre que melhorias poderiam esperar os serventuários em caso de vitória nas eleições sindicais.
Diga-se, portanto, a bem da verdade, que Amarildo Silva não prometeu nada. Apenas expressou opiniões a respeito das várias pendências existentes à época.
Seis meses se passaram desde que assumiu o sindicato e, lamentavelmente, o balanço não é positivo.
Logo que assumiu, a atual diretoria recebeu como herança de gestões anteriores o auxílio-creche , dado aos serventuários como presente pelo Presidente do Tribunal.
Deste evento para cá nada mais aconteceu de prático, de concreto...
No entanto, não há apenas críticas. Há que ser reconhecido o trabalho de Alípio Mendes à frente da diretoria administratriva-financeira, que implantou a mais autêntica e verdadeira transparência ao seu departamento, sendo esta uma das promessas de campanha que foram efetivamente cumpridas. Mas, mesmo neste setor, passados estes seis meses, a tal auditoria independente ainda não conseguiu dar nome aos bois - se é que há mesmo bois. As acusações genéricas continuam - o que pode configurar uma injustiça com participantes da diretoria anterior que nunca lidaram com os recursos financeiros.
Outros assuntos estão praticamente esquecidos . A reposição do Moreira ( os 70,5% ou seja lá que percentual for ) poderia ser uma boa alternativa para os serventuários neste ano eleitoral, já que sua implementação representaria tão somente o cumprimento de decisões judiciais não podendo ser, portanto, considerada como o aumento de salário, proibido pela legislação eleitoral.
O Plano de Saúde está engatinhando. Pode até sair ( tem boas chances ) mas o relacionamento político do sindicato com a cúpula do Poder pode retarda-lo muito . Embora sua implantação seja uma das metas do Presidente do Tribunal.
Vales transporte e refeição, por enquanto, nem pensar !
Quanto à principal reivindicação atual, a reposição dos 19,2%, no fundo no fundo a esperança de vários diretores do Sind-Justiça ( ligados diretamente à CUT e ao PT , PSTU, etc. ) está na posse de Benedita da Silva como governadora. Garotinho - embora candidato a Presidente da República, negaceia... seus principais assessores não tem sequer recebido a diretoria do sindicato.
O Des. Faver diz que não tem como dar este percentual - mas ( pelo menos até agora ) não acena com nenhuma outra proposta .
A categoria, por sua vez, perdeu a coragem - ressalva e elogios feitos àquele grupo de cerca de 300 serventuários que participam de todos os atos e querem sinceramente lutar pelas melhorias que acham justas.
A diretoria do sindicato sente-se sozinha , com pouco apoio, com pouca representatividade, o que diminui substancialmente sua força nas negociações com o Poder.
Foram seis meses muito difíceis para a atual diretoria do sindicato. Mas estes seis meses representam apenas 25% do tempo durante o qual dirigirão o sindicato. Muita coisa pode ainda acontecer... mas tudo vai depender, principalmente, da participação da categoria.
Sem ela, podemos todos tirar o cavalinho da chuva...