O SERVENTUÁRIO Independente
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Os pontos mais contestados pelo sindicato dos advogados são a impossibilidade de acessar o interior dos cartórios, o pequeníssimo espaço para atendimento nos balcões, a impossibilidade de os atendentes memorizarem o andamento dos processos, e a deficiência na informatização, dificultando o acesso dos próprios serventuários aos processos.

O comparecimento dos serventuários foi muito pequeno : menos de vinte assistiram ao debate destes temas tão importantes para a categoria.

No entanto, foi bom o resultado final, com uma tomada de posição relativamente a alguns pontos de consenso.

Compuseram a mesa do debate , além dos presidentes do Sind-Justiça e da AOJA-RJ, um diretor do Sindicato dos Advogados e o presidente da Associação dos Defensores Públicos do Estado do Rio de Janeiro, tendo sido o representante do sindicato dos advogados o primeiro a falar.

O sindicato dos advogados faz , como a OAB-RJ, sérias restrições ao modelo de banca única atualmente em funcionamento.

 

O presidente da Associação dos Defensores Públicos concordou com as deficiências apontadas pelo representante dos advogados, mas ressaltou que o simples fato de o sindicato dos serventuários ter promovido o encontro já significa que existe uma vontade firme de debater e resolver os problemas existentes para fazer com que o sistema possa funcionar eficazmente.

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Alex, diretor do Sind-Justiça, levantou o sério problema da lotação virtual . Segundo ele, os serventuários, com este sistema, não teriam mais lotação fixa, podendo ser deslocados para qualquer cartório em qualquer Comarca, o que, em seu entendimento, feriria o direito básico que é o da lotação certa.

Deste debate foram tiradas conclusões que o Sind-Justiça comprometeu-se a encaminhar e negociar com a cúpula do Tribunal.

São elas : necessidade de aumento no número de serventuários concursados para serviço nos cartórios ; fim das terceirizações que hoje ocupam cerca de duas mil vagas ; aumento do espaço destinado ao atendimento de advogados , hoje muito exíguo; aumento significativo no número de computadores por cartório e, finalmente, atualização e modernização dos programas utilizados pelo Tribunal.

Estes são assuntos sobre os quais os debates estão apenas começando. A Corregedoria-Geral garante que os problemas hoje existentes estarão solucionados até o fim do ano, já que o Processamento Integrado é irreversível .

Os serventuários, embora duvidem muito, torcem para que isto seja verdade !