O SERVENTUÁRIO Independente
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Baixem as armas, cavaleiros !

Cabe a pergunta : a quem aproveita a briga entre o Sind-Justiça e a Coop-Justiça ?

A ninguém, claro. Nem ao sindicato , que tem seu bem fundamental ( a séde própria ) penhorado em uma ação de execução. Nem à cooperativa, que é obrigada pelo Banco Central a fazer uma provisão suficiente para a cobertura decorrente do não pagamento da dívida do sindicato.

Mas esta dívida existe mesmo ?

A Coop-Justiça diz que sim e o Sind-Justiça diz que não.

Talvez haja uma diferença de enfoque entre estas duas posições. Talvez a cooperativa não deva cobrar tanto quanto está pretendendo e talvez o sindicato deva, sim, pagar uma parte do que diz que não deve.

Parece complicado, mas não é...

O Sind-Justiça precisa entender que se os signatários dos contratos financeiros hoje sub judice tinham, à época das assinaturas, poderes expressos para assumir compromissos em nome do sindicato, os documentos são válidos.

Cabe, assim, paga-los e - provada eventual improbidade administrativa ou a gestão temerária dos recursos - acionar os signatários dos contratos na medida de suas respectivas responsabilidades.

A auditoria promovida pelo sindicato há mais de um ano até agora não trouxe aos sindicalizados os resultados conseguidos.

E a não liquidação dos débitos trouxe - ainda que indiretamente - aos cooperativados prejuízos na proporção de suas quotas.

É hora de a diretoria do Sind-Justiça começar a reunir-se com a diretoria da Coop-Justiça para tentar encontrar um caminho. Sem pré-condições .

Os serventuários, que só têm a perder de ambos os lados ( o patrimônio do sindicato e o dinheiro investido na cooperativa ) já estão cansados desta briga em que todos podem ter ou não razão .

Desejam que terminem a inflexibilidade de ambos os lados.

Que a cooperativa reduza ao mínimo o que pretende receber, parcelando a possível dívida a longo prazo. E que o sindicato aceite pagar o valor ajustado e parcelado, antes que aconteçam coisas piores.

O Sind-Justiça é o pé de cabra dos serventuários junto ao Poder Judiciário. E a Coop-Justiça é o quebra-galho certo dos momentos difíceis.

Os serventuários não querem que nenhuma das duas instituições vá para o fundo.

Portanto, senhores, vamos aproveitar a época natalina, tirar os rancores dos corações e negociar com sinceridade e honestidade, sem malícias ou malandragens.

Vai ser melhor para todo mundo, principalmente para quem sustenta ambas as instituições : os serventuários da Justiça !

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