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Tanto o novo Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Desembargador Miguel Pachá quanto o novo Corregedor-Geral da Justiça, Desembargador José Lucas Moreira Alves de Brito iniciam sua gestão sob a pressão da insatisfação ( justíssima, por sinal ) dos serventuários pelo não recebimento do 13º salário e pela incerteza quanto ao calendário de pagamentos.
Parece sina dos Presidentes do TJ recém-eleitos .
O Presidente Marcus Faver, antes mesmo de tomar posse, viu-se obrigado a enfrentar e resolver situação semelhante, com a reposição de 16% pleiteada pelos serventuários em movimentos bastante expressivos e que acabou sendo paga em duas vezes.
Os serventuários pouco sabem a respeito do temperamento do novo Presidente. Segundo sua própria definição, é um homem de diálogo, aberto a críticas que engrandeçam o judiciário .
Parece-nos um homem simples, embora zeloso de sua autoridade.
Quanto às futuras negociações com ele, deverão acontecer em clima de boa vontade no relacionamento com os representantes da categoria - no caso, Sind-Justiça, AOJA, etc.- mas só o tempo mostrará suas verdadeiras posições face aos pleitos dos serventuários .
Já o novo Corregedor-Geral, Des. Alves de Brito, será provavelmente mais duro. Homem naturalmente vaidoso, será, ao que tudo indica, bem menos tolerante que o Des. Paulo Gomes da Silva Filho, a quem está substituindo. Os representantes dos serventuários precisarão de bastante tato e de sensibilidade apurada para tratar com ele .
Tendo tomado posse no dia 3 de Fevereiro os novos dirigentes do TJERJ, já no dia 06, serão confrontados ( no bom sentido, claro ) em assembléia do Sind-Justiça que avaliará a situação geral da categoria. E, nesta avaliação, assuntos como as negociações para supressão das punições ( talvez legais mas rigorosamente INJUSTAS ) aos serventuários que participaram da última greve e a possibilidade de ter que esperar ad infinitum pelo pagamento do 13º salário serão temas certos .
O novo Presidente do TJERJ, Des. Miguel Pachá, não deverá fazer grandes alterações na política de seu antecessor Des. Marcus Faver. As obras deverão continuar no mesmo ritmo, os projetos de interesse dos serventuários - como o Plano de Saúde, por exemplo - deverão continuar seguindo seus ( lentos ) trâmites normais.
É possível, ainda, que na gestão do Presidente Pachá haja uma positiva influência da AMAERJ, pois a Juíza Andréa Maciel Pachá, filha do Presidente, é 1ª Secretária da entidade presidida pelo Des. Luis Felipe Salomão.
Qual a importância disto para os serventuários ?
É grande. Bom lembrar que quando da última greve a AMAERJ solidarizou-se com os serventuários da Justiça em nota oficial publicamente divulgada.
De qualquer forma, só o tempo vai revelar a verdadeira face da nova administração do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Mas, em princípio, tudo deverá permanecer como antes, apenas com eventuais pequenas modificações.
É esperar para ver , e torcer para que a nova administração possa funcionar em consonância com seus serventuários .