Administração do TJ enrola serventuários
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A nova ( já nem é tão nova assim ) cúpula do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro vem adotando a postura de enrolar os serventuários em assuntos que representem despesas .
Assim está acontecendo com o vale-refeição, o vale-transporte e o plano de saúde.
Tendo passado a ilusão de que estes assuntos seriam resolvidos rapidamente, a cúpula do TJ agora deu uma meia-trava .
O plano de saúde, por exemplo, voltou à análise da Fundação Getúlio Vargas. Este deve ser o plano de saúde mais analisado do planeta. E não há qualquer previsão quanto à sua implantação.
Enquanto isto os serventuários são obrigados , se quiserem proteção, a usar os planos de saúde convencionais pagando preços que estão cada vez mais altos.
Dentro desta mesma tática protelatória estão os vales. A toda hora se fazem novos cálculos para ver quanto custariam aos cofres do Tribunal. Mas resolver que é bom, nada...
Por estas razões está nos parecendo que a reposição salarial este ano só sai se acontecer algum milagre.
A categoria está desmobilizada e a cúpula do Tribunal sabe disto.
Direitos que à luz do bom senso deveriam ser líquidos e certos, como a equiparação salarial dos inativos estão sendo discutidos judicialmente e também não têm solução à vista.
Parece piada mas não é : ações contra o Poder Judiciário estadual tramitando onde ? Onde ? No próprio Poder Judiciário estadual. Pode, isto ?
O Sind-Justiça esforça-se o quanto pode, mas não tem tido sucesso em seus pleitos. E fica na difícil situação de ter que apresentar parcos resultados em um ano eleitoral.
O diálogo entre o sindicato e a cúpula do Poder está ficando a cada dia mais difícil.
Parece que este ano os serventuários não vão ver qualquer vantagem adicionada aos seus salários.
É trabalhar duro e boca fechada se não ainda correm o risco de ser punidos .
Está realmente ruço !!!
