O SERVENTUÁRIO Independente
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Na penúltima assembléia do Sind-Justiça, em 14 de Agosto último, o tema principal foi a escolha de uma Comissão de Ética incumbida de julgar antigos diretores do sindicato e decidir se e quais deverão ser excluídos do quadro de associados .

A escolha - indicação da atual diretoria ratificada pelos sindicalizados presentes - foi muito boa. Tanto Beth Gatto ( ex-presidente do Sind-Justiça ) quanto Carvalho ( fundador e ex-diretor da USERJ ) e Lindomar ( da Comarca de São Gonçalo ) são pessoas sérias e com a mais absoluta certeza agirão com toda a imparcialidade na apreciação dos fatos documentados. A comissão terá 30 dias, contados da assembléia ( portanto até 14 de Setembro ) para apresentar suas conclusões.

O que causa estranheza, no entanto, é o fato de a Comissão de Ética ter sido instituída às vésperas das eleições sindicais. O que seria uma atitude normal há algum tempo, logo que pronto o relatório da auditoria das contas do sindicato, soa agora como uma atitude política para pré-eliminar possíveis remanescentes de gestões anteriores que de fato não tenham tido qualquer envolvimento com administração e finanças sindicais e que, portanto, estariam aptos a disputar as próximas eleições .

E por falar em eleições no Sind-Justiça, é bom lembrar que o início do processo eleitoral já está bastante atrasado. Na última eleição - em 2001 - o processo eleitoral iniciou-se na assembléia realizada em 13 de Agosto, na qual foi eleita a Comissão Eleitoral que se saiu magníficamente.

Este ano - até agora - sequer se fala em eleição da Comissão Eleitoral ou em datas prováveis para realização do pleito. Sendo importante dizer que a não realização das eleições até final de Setembro próximo significará na prática a prorrogação do mandato da atual diretoria, que expira no último dia de Setembro.

É quase público e notório que está havendo uma grande briga interna que divide a diretoria do sindicato e está cobrindo com sua ( má ) influência tudo o que vem acontecendo ultimamente : digladiam-se partidários de uma diretoria colegiada com os adeptos do regime presidencialista .

Seria bom lembrar a todas as partes envolvidas que a categoria como um todo jamais desejou participar de movimentos coletivos ou filiar-se a qualquer central sindical. É uma categoria singular, que quer em seu sindicato uma diretoria cujo presidente a represente e cuide exclusivamente de seus ( dela ) interesses !

Tanto é assim que a categoria não tem dado qualquer respaldo à participação do Sind-Justiça nos movimentos políticos ( por sinal justos ) que são contrários a pontos polêmicos das reformas propostas pelo atual governo. O sindicato vem usando o recurso de atrair serventuários às assembléias listando em pauta assuntos de interesse da categoria como plano de saúde, 13º de 2002, etc. e nelas colocando, então, a participação do sindicato em movimentos políticos de âmbito nacional .

A reforma dos estatutos do Sind-Justiça foi proposta muito tarde e pode influir negativamente na regularidade do processo eleitoral.

Se a atual diretoria do sindicato é realmente democrática como se auto proclama - e seu presidente Amarildo Silva é um democrata de verdade - deve iniciar imediatamente o processo eleitoral.

Uma eventual - ainda que não explicitada - prorrogação do mandato da atual diretoria seria uma aberração que a categoria jamais terá visto igual !

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