O SERVENTUÁRIO Independente
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5 ) Na sua opinião, como estão as relações do sindicato com as comarcas do interior ? Está faltando alguma coisa ?

Amarildo Silva : Já melhorou muito. Quando assumimos o interior estava totalmente marginalizado do sindicato. instalamos, em 2 anos, 41 delegacias sindicais, regularizamos as reuniões do Conselho de Zonais, foram feitas visitas da diretoria na maioria das comarcas e destinamos uma verba do orçamento do sindicato para as comarcas do interior. Mas, ainda é pouco. É preciso dar cursos de formação política para os delegados, para que possam trabalhar melhor as suas bases e aumentar um pouco mais o suporte financeiro para que possam desenvolver melhor suas tarefas.

Xiquinho : Muito ruim. A primeira atitude da atual gestão do AMARILDO foi acabar com as Delegacias Sindicais que tinham sedes instaladas. A única mantida foi a de Campos, por motivos eleitoreiros e não podia dar em outra coisa: está praticamente fechada sem qualquer representatividade junto a Categoria local. Vou pegar uma frase que se tornou constante nas falações do ALEX “Magrão”: está tudo na estaca zero! Para reestruturar a nossa Categoria nas Comarcas do Interior tem que começar tudo de novo. Aliás, isto não aconteceu do nada. Foi um trabalho pensado do AMARILDO e do ALEX. Com a incompetência deles conseguirem a Licença Sindical, o melhor seria fortalecer a Capital onde eles estão todos os dias e deixar o interior ao “Deus dará”. Basta ver a representatividade da Chapa 1 no interior. Preciso dizer mais alguma coisa ?

6 ) Como você vê a participação do sindicato nos atos e manifestações coletivos do funcionalismo estadual e federal ? Como será o seu procedimento com relação a isto caso venha a ser eleito ou re-eleito ?

Amarildo Silva : O SINDJUSTIÇA, foi responsável pela criação do MUSP (Movimento Unificado do Funcionalismo Estadual), participa ativamente do Fórum Fluminense e está integrado nos movimentos nacionais contra a Reforma da Previdência. Caso venha a ser eleito, daremos continuidade a esses movimentos de integração da nossa classe com o restante do funcionalismo estadual e federal, para defender nossos direitos e lutar por um serviço público gratuito e de qualidade.

Xiquinho : Quando fui diretor do Sindicato tratei de jogar peso na existência do FÓRUM ESTADUAL EM DEFESA DO SERVIÇO PÚBLICO. Porque tudo lá só ia adiante se fosse consenso. Outro detalhe importante: lá a CUT era tratada em pé de igualdade com as demais entidades. Isso ajudou a fortalecer o FÓRUM ESTADUAL e a integrar as demais categorias do funcionalismo público estadual.
O cenário atual é bem diferente. A CUT vinha orquestrando todo o movimento e o nosso Sindicato junto com outras categorias. De repente, a CUT passa a apoiar o Governo Federal: a nau ficou sem leme! O governo Estadual e o presidente do TJERJ não recebem a Direção do Sindicado. O Governo Federal virou as costas para o Servidor.
Agora quem pergunta sou eu, o que adiantou a nossa integração com as demais Categorias?
No passado, ganhávamos as liminares para pagamento do 13.º Salário. Recebíamos. Depois, ensinávamos o caminho das pedras para os outros Sindicatos. Hoje, estamos na “vala comum”, brigamos juntos pela liminar, ganhamos e não levamos. Alguém pode dizer: mas os juízes não levaram. Eu respondo: a Diretoria do Sindicato deveria ter iniciado a luta bem antes, os sinais eram evidentes do que estava para acontecer (briga da Rosinha com Benedita). Lembrem que o TJERJ liberou R$ 70 milhões para ajudar o Estado a construir Casas de Custódia. Faltou força e capacidade de negociação da Diretoria do Sindicato com a Administração do Poder.
Estão banalizando o instituto da greve. Nela os diretores aparecem. Com isso deixam a Categoria exposta demais. Há um aviso de Corte do Ponto e é uma loucura só. Uma correria. A Diretoria desestruturada. O Jurídico não sabe exatamente o que fazer e o sucesso do Movimento fica em xeque. Nossa meta é priorizar o diálogo. Negociar à exaustão sempre. Greve é o último recurso.

7) Na sua opinião, o que deve ser feito para manter as finanças do sindicato sempre sob controle ?

Amarildo Silva : Primeiramente quero dizer que a nossa gestão pegou o sindicato totalmente quebrado financeiramente, com um rombo de cinco milhões de reais e conseguimos até o momento, sanear todas as dívidas, tanto de médio como de longo prazos. Para que isso fosse possível, nós usamos de total transparência e zelo, no trato com o dinheiro da categoria. Outra coisa fundamental, é a democratização da entidade

Xiquinho : – Não gastar mais do que arrecadar. Não cobrir um santo e descobrir outro. Criar projetos baseados na satisfação do Serventuário Sindicalizado atraindo novos associados e gerar – sempre – novas fontes de recurso. A atual Diretoria capitaneada por AMARILDO e ALEX “Magrão (costumo citar os dois pois, a Diretoria está realmente “rachada”, mesmo vindo juntos na Chapa 1) diz que pegou o Sindicato destruído. Então pergunto: como isso pode ser verdade, se encontraram uma entidade com duas sedes próprias e uma Cooperativa criada à partir do próprio Sindicato? E se a situação era catastrófica, como – em apenas dois anos - estaria o Sindicato de pé como está hoje sem qualquer receita extra? Acho que PENSAM que a Categoria NÃO PENSA! É a nova versão do criar dificuldades para vender facilidades...

8 ) É sabido que está sendo criada a Central Única dos Servidores Públicos, que pretende reunir todos os sindicatos das diversas categorias. Como você vê a eventual participação do Sind-Justiça em uma entidade como esta ?

Amarildo Silva : Não sou favorável à criação de um central corporativista. Entendo a necessidade da criação de uma nova direção para a classe trabalhadora, baseada na democracia, na combatividade, na independência de classe, desatrelada de qualquer tipo de governo, mas é fundamental que essa nova direção seja de toda a classe trabalhadora e não de um segmento.

Xiquinho : O novo Estatuto do Sind-Justiça/RJ criado com o dedo da CUT e no apagar das luzes dessa gestão, tem um artigo que fala da discussão sobre a filiação do nosso Sindicato a uma Central Sindical. Acho que não era preciso ter isto no Estatuto, vez que a Categoria é quem realmente decide. E já sabemos qual é a sua opinião.
A criação de uma Central Sindical exclusiva dos Servidores Públicos é coisa nova, mas nos remete a outra questão: essa Diretoria CUTista que está aí, de AMARILDO e ALEX “Magrão”, aprovou os Estatutos nos qualificando como “trabalhadores” e não como “servidores públicos”, como realmente somos!
Parece um samba do crioulo doido, mas não é. Foi tudo de caso pensado. Se prevalecer essa Diretoria (Chapa 1) o Estatuto não será alterado, daí teremos que nos filiar a CUT, pois eles só aceitarão essa hipótese. À nova Central do Servidores Públicos não poderemos nos filiar porque agora somos “trabalhadores”!
A solução existe: a maioria dos Sindicalizados votam na Chapa 2 – IndignAção; com a vitória assegurada mudamos o Estatuto do Sindicato em assembléia própria; convocamos um amplo debate em auditório com a representação das Centrais hoje existentes; após, um plebiscito será realizado para saber se a Categoria quer a filiação a uma dessas Centrais Sindicais ou não. Pronto. Isto é transparência política .

9 ) O que você pretende fazer, se eleito ou re-eleito, para melhorar a vida dos aposentados e pensionistas ?

Amarildo Silva : Já estou fazendo. Entrei este ano, com um requerimento à Administração do TJ pedindo que o cálculo das pensões dos viuvos ou viúvas de servidores seja feito diretamente pelo Tribunal, e não pelo IPERJ e já está em fase final de tramitação.

Xiquinho : Esta semana o Prefeito do Rio de Janeiro, CESAR MAIA, que é contra o desconto dos aposentados, decidiu: darei um abono aos nossos aposentados no mesmo valor do que for descontado. Viram! Tudo é possível se há o interesse político. E, quando não há, é preciso que o nosso Sindicato crie esse interesse. Mas, como? Se AMARILDO e ALEX “Magrão” não são recebidos pelas autoridades? O Plano de Cargos e Salários que esperávamos há mais de 13 anos e tinha o rótulo de PROJETO 2.500, foi desfigurado por eles. E ainda acham que foi uma grande vitória. O plano aviltou os aposentados, os Escrivães, os Guardas Judiciários, o Servidores do Quadro Suplementar, e por aí vai... Conquistaram os 19% que eram uma questão de honra (afinal, desde 93 que a gestão passada, tão criticada por eles, implantou este gatilho com o des. Amorim). Que vitória, hein?! Já pensou se nem isso eles conseguem? E pensar que uma vez ouvimos o ALEX “Magrão”, em plena assembléia no I Tribunal do Júri, dizer que “14,5% era esmola”...
Os companheiros aposentados são uma fonte inesgotável de trabalho para a entidade Sindical. Pela experiência e pela disponibilidade. Temos que dar prioridade à criação de um setor totalmente voltado para organizá-los, buscando integrá-los a todas as atividades sindicais. Há que ser criativo e erradicar toda a forma de preconceito para se alcançar esse objetivo. A Diretoria tem que ter claro que é o Sindicato o melhor instrumento para isto e não fomentar a criação de uma associação, sabe-se com quais interesses, fracionando a força associativa e reivindicatória de seus servidores. Uma vez organizados, deve a Diretoria do Sindicato elaborar projetos de lei buscando enquadrá-los em benefícios garantidos a outros aposentados, por exemplo, o da Farmácia Popular (remédios genéricos a R$ 1); lutar para que o Governo Estadual adote a mesma postura da Prefeitura Municipal quanto ao desconto dos encargos; etc.

10) Alguma coisa que não tenha sido perguntada e que você deseja expor à categoria ?

Amarildo Silva : Quero fazer um chamado a todos os serventuários, pela unidade em torno do sindicato. Só um sindicato forte e unido poderá fazer frente aos ataques que virão contra os servidores públicos nos próximos meses. Além disso, temos que lutar pelas conquistas do reajuste de 43%, pelo vale-refeição, pela concretização do plano de saude e outros benefícios a que temos direito. As propostas da chapa 1 são :

Organização política da categoria: Para termos um sindicato cada vez mais presente na base; Continuaremos estimulando os representantes de cartórios, assim como dinamizaremos a atuação dos delegados sindicais.
Construção da estrutura sindical no interior do Estado: É fundamental que o Sind-Justiça esteja ainda mais presente nas comarcas do interior. Para cada NURC da Corregedoria, localizado em todas as regiões do Estado, deverá haver uma sub-sede de nossa entidade.
Melhoria das condições de trabalho: Como pode o Fundo Especial estar abarrotado de dinheiro, fruto das cobranças judiciárias e os serventuários terem de pagar os galões de água? Muitas comarcas e regionais, como Bangu, não possuem as mínimas condições de atendimento ao público, sequer aos próprios serventuários. E ainda que os cursos ministrados pela administração sejam realizados dentro do horário de trabalho. Vamos manter a luta contra o autoritarismo no Judiciário.
Combate à terceirização e contratação de apadrinhados sem concurso – Fora o nepotismo dos corredores do TJ. Pela abertura do concurso público e ampliação das vagas já!
Concretizar as bandeiras da atual gestão: A categoria não agüenta tanta enrolação da Administração. O Sind-Justiça continua a exigir a implementação do Plano de Saúde, do auxílio – refeição e também do vale- transporte. Reposição das perdas de 43%. Lutamos também pela ampliação do auxílio – creche, tanto no valor quanto à idade.
Pagamento até o dia 5 de cada mês
Democratização do Poder Judiciário – Pelo controle popular de suas atividades envolvendo serventuários, juízes, sindicatos e movimentos sociais.
Unidade da Categoria em torno do Sind-Justiça: Não importa se um trabalha como escrivão e se o outro é agente de segurança. Somos todos da mesma categoria, somos submetidos aos mesmos estatutos e regimentos. Só a unidade vai fazer o movimento avançar!

Nas ruas e praças, pela unidade de um novo movimento sindical

Fortalecimento da organização com os demais servidores públicos: Neste ano, conseguimos unificar nossa luta contra os desmandos de Rosinha Garotinho unindo professores universitários e do ensino médio, médicos e previdenciários. O MUSPE (Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais) foi um primeiro passo em direção ao fortalecimento do sindicalismo do setor público no Rio de Janeiro. Continuaremos trabalhando no fortalecimento desta unidade com os demais servidores públicos, inclusive federais e municipais.
Combate às reformas propostas pelo governo federal: Quaisquer mudanças constitucionais não podem ser decididas às portas fechadas. Estaremos batalhando até o último segundo pela defesa da conquistas históricas da classe trabalhadora. Depois das PECs 40 e 41, que atacaram nossos direitos fundamentais, precisaremos estar atentos às propostas de Reformas do Judiciário e Trabalhista. A categoria precisará ter clareza sobre o que pensa o governo e definir quais são as suas reivindicações.
Por tudo isso: Estaremos no dia a dia do Judiciário garantindo a independência do Sind-Justiça frente a governos e partidos.
Combate à implementação da ALCA
Pela retomada de um movimento sindical organizado nacionalmente, de luta, de base, transparente e independente de qualquer governo.

Xiquinho : Primeiro quero esclarecer aos leitores por que o nome da Chapa 2 é IndignAção! Queremos deixar evidente nossa revolta com a postura da atual Diretoria do Sindicato, capitaneada por AMARILDO e seu imediato ALEX “Magrão”, que ao contrário de dar o braço a torcer e reconhecer que foi enganada pela CUT, quer continuar enganando nossa Categoria com excursões a Brasília fingindo lutar contra a Reforma da Previdência que nos prejudicou. Essa Diretoria que está aí teve o apoio maciço da CUT, que agora apóia flagrantemente o GOVERNO FEDERAL que, por sua vez, pune os Servidores Públicos sem dó nem piedade. Contra os Aposentados então, é uma covardia... E logo os Servidores Públicos que deram de tudo para eleger um governo popular! Tem mais ainda: AMARILDO e ALEX “Magrão” fizeram campanha para os Deputados LINDENBERG FARIAS (ex-Cara Pintada da UNE) e CARLOS SANTANA, ambos do PT e que apoiaram a atual Diretoria. Toda Categoria sabe (e lembra) desse fato. E agora, “esses senhores” são chamados de TRAIDORES nos cartazes espalhados pela Cidade! Por essas e outras incoerências é que a atual Diretoria não é recebida pelo presidente do Tribunal e nem consegue qualquer contato com o Governo do Estado. Você, SERVENTUÁRIO(A), ainda quer que eles continuem por mais três longos anos?!

Por isto, nos apresentamos para trabalhar e recolocarmos nossa Categoria no patamar que realmente merece, por se tratar de servidores de um Poder independente que é O PODER JUDICIÁRIO e por toda a nossa história de luta em defesa da Qualidade do Serviço Público e da Dignidade de seus Servidores. Temos reais condições de dialogar francamente e, em igualdade, com as autoridades representativas dos Poderes Legislativo e Executivo. Abrir canais de negociação é fundamental para o sucesso de novas Conquistas.

Portanto, precisamos do seu VOTO! Veja as principais Propostas de Campanha da Chapa 2 – IndignAção! Presidente: XIQUINHO – Vice: ACHILLES:

Político-Sindicais – 1) . Reposição das Perdas Salariais – imprescindível; 2) . Pagamento do 13.º Salário durante o ano, por final de matrícula ou nas férias (fato concreto há vários anos no Judiciário Capixaba); 3) . Implantação definitiva do PLANO DE SAÚDE; 4) . Calendário de Pagamento dentro do mês trabalhado; 5) . VALE REFEIÇÃO (Já é realidade no TJERJ, portanto, perfeitamente possível para toda a Categoria); 6) . Restabelecer a igualdade de direitos no PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS que discriminou os Aposentados, Escrivães, Guardas Judiciários, etc; 7) . Lutar, se possível com a parceria dos membros do Poder, pela proposição de Projeto de Lei visando o aumento do percentual orçamentário do Judiciário, de 6,5% para 11% (o do Ministério Público é 2%); 8) . Aprovar o Estatuto próprio dos Servidores do Poder Judiciário, lutando pelo fim das punições infundadas ou geográficas e pela garantia da liberdade sindical e funcional; 9) . Discutir com a Administração do TJERJ a criação de um Departamento de Recursos Humanos; 10) . Recriar as Delegacias Sindicais nas Comarcas do Interior (fechadas nesta gestão CUTista) e ministrar Cursos de Formação Sindical para os Delegados Sindicais e Representantes de cada região.

Propostas de Cunho Social – 1) . Criação do Departamento Jurídico 24 horas para o atendimento emergencial dos Sindicalizados em qualquer parte do Estado; 2) . Implementar realmente um Programa Cultural, Esportivo e de Lazer que alcance em igualdade de condições os companheiros da Capital e do Interior; 3) . Restabelecer, com regras definidas e apólice de seguro, as Cooperativas de Computador e Automóveis, que proporcionaram aos Sindicalizados a aquisição de bens com valores inferiores ao de marcado; 4) . Parceria em projetos junto a Cooperativa de Crédito – Coopjustiça visando a aquisição de bens, remédios, viagens, cesta básica e outros, que beneficie o Sindicalizado/Cooperativado; 5) . Unificar a luta com outras entidades sindicais, civis, patronais, ONGs, etc, no COMBATE À VIOLÊNCIA e pelo FIM DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO; 6) . Elaborar e implementar, em parceria com o TJERJ e demais seguimentos Cartorários, uma ampla CAMPANHA DE VALORIZAÇÃO dos SERVENTUÁRIOS DA JUSTIÇA e da importâncias desses Serviços, divulgando as atividades forenses e resgatando a qualidade do Serviço Público.

 

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