O SERVENTUÁRIO Independente
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2 ) Na sua opinião, seria possível melhorar o relacionamento da diretoria do sindicato com a cúpula do TJRJ, especialmente com o atual presidente, des. Miguel Pachá ? Como ?

Amarildo Silva : Não existe nenhum problema de relacionamento com a direção do TJ. Todas as solicitações de audiências com o presidente do Tribunal foram atendidas, com exceção de duas, no mês de setembro, que foram remarcadas. O problema que existe é que na maioria das vezes essas audiências não trazem resultados concretos. Não adianta ser recebido pela administração todo dia e não resolver os problemas, e isso está ligado diretamente à falta de mobilização da classe.

Xiquinho : O que qualquer mortal faria se fosse xingado e depois fosse procurado pelo autor das ofensas lhe pedindo algum favor? Salvo a pessoa com uma alma evoluidíssima, a resposta seria um belo NÃO! No que se refere ao presidente do Tribunal de Justiça do nosso Estado a resposta vem de outra forma: “estamos estudando a questão” ou “não depende de mim”, ou pior ainda, o que já está há muito acontecendo – a Diretoria do Sindicato não é recebida. A Diretoria não perde nada, pois pode ser mudada na próxima eleição. Quem perde é o conjunto da Categoria que vê seus anseios adiados por tempo indeterminado. Diz o provérbio popular que “de uma boa conversa ninguém escapa”. Temos que priorizar o diálogo racional. É a única forma objetiva de alcançarmos ganhos reais para a Categoria. GREVE é o último recurso.

3 ) Você é favorável à realização do Congresso dos serventuários do estado no próximo ano ? Por quê ?

Amarildo Silva : Sim. O congresso é uma instância onde poderemos discutir com mais profundidade os problemas da classe, e apontar soluções. Todos os sindicatos organizados do país, tem o congresso como instância de discussão e deliberação.

Xiquinho : Eu já defendia a realização do Congresso em 2002. Um encontro dessa magnitude, bem organizado, com estrutura adequada e com regras claras, pode representar o avanço político que nossa Categoria necessita. No entanto, volto a minha primeira resposta: é preciso falar a língua da Categoria. O atual estatuto do Sind-Justiça/RJ foi aprovado às pressas e com o dedo indicador da CUT. A Categoria está desconfiada.
Um Congresso bem elaborado e com as discussões voltadas para a realidade da nossa Categoria pode tirar resoluções que transformem, para melhor, a relação Serventuários X Administração do TJERJ. Tudo o que ali for aprovado, se for bem encaminhado e com a representatividade que sonho existir no plenário, certamente trará o respaldo da maioria dos Serventuários. Qualquer Diretoria estaria respaldada para ir à Luta.

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1 ) Sabe-se que o respaldo da categoria é indispensável ao sucesso no relacionamento do sindicato com a cúpula do Poder Judiciário, mas a maioria dos serventuários tem se recusado sistematicamente a comparecer a atos e assembléias. Você acha que é possível reverter esta situação? Como?

Amarildo Silva : Sim. É preciso revigorar o trabalho de base, conversar mais com os serventuários. A diretoria tem que ir mais aos cartórios, aos departamentos, tem que ouvir mais as queixas e sugestões dos colegas, para juntos buscar as soluções para esses problemas

Xiquinho : Quando uma categoria se recusa a atender a solicitação do seu órgão de classe é porque ele não está falando o que a base quer ouvir. Para reverter esta situação só existem duas soluções: ou a Diretoria do Sindicato muda o seu discurso e a forma de encaminhamento das lutas ou muda-se a Diretoria. O mundo está em constante atualização. E desta forma são as pessoas e a relação com o trabalho. É preciso conhecer profundamente a Categoria que se quer representar: quem são, quantos são e o que pensa, o que quer de imediato, o que almeja para o futuro, etc. O sindicalismo também mudou muito e tem gente ainda na idade do cartaz de papel pardo pintado à mão.

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QUAL DELES SERÁ O HERÓI DAS NOSSAS LUTAS ?
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4 ) É possível fazer alguma coisa para aumentar o número de sindicalizados ? O quê ?

Amarildo Silva : Essa diretoria já aumentou em mais de 40% o número de filiados, em 2 anos de gestão. Para aumentar ainda mais, é preciso fazer uma grande campanha de filiação, com cartazes, adesivos e principalmente, com toda a diretoria se comprometendo a fazer o trabalho de filiação.

Xiquinho : O processo de sindicalização é elementar. A Diretoria consegue vitórias para a Classe e as filiações acontecem. Nesse momento, se os Diretores forem à base, coletam mais filiações. O inverso se dá quando a Diretoria começa a somar derrotas. Sem ganhos as desfiliações proliferam. A Diretoria nessa hora tem que ser criativa, por em prática projetos que tragam benefícios indiretos ao sindicalizado e que só dependa do trabalho da Diretoria para que funcione, desta forma, o quadro de sindicalizados se sustenta.