


Página
com som
Para
o TJRJ por ter desmontado uma tradição de vários
anos, que era a semana do serventuários - com seus concursos
de música e poesia.
Eram três dias de muita alegria, para aqueles que trabalham demais o ano inteiro.
Para as entidades - SGP do TJ, ABATERJ, ESAJ e EMERJ - por conseguirem,
quase que sem recursos, proporcionar um alegre dia aos serventuários
do Poder Judiciário do Estado.
Você contribuiria com quanto???
Um motorista pára no trânsito do Rio e alguém bate no
vidro do carro dele.
Ele abaixa o vidro e pergunta o que o outro homem quer.
O outro homem diz:
- A governadora Rosinha foi sequestrada e o resgate é de 5 mil reais.
Se o resgate não for pago, o sequestrador irá jogar gasolina
e atear fogo nela.
Nós estamos arrecadando contribuições.
Você gostaria de participar?
O homem no carro pergunta:
- Na média, quanto o pessoal está doando?
O outro homem responde:
- Em torno de 5 a 10 litros.

Jaula neles!
Carlos Chagas
BRASÍLIA - Sociólogos e antropólogos à parte,
a verdade é que não dá mais para assistir, mesmo de
longe, aqui do Planalto Central, ao espetáculo de horror encenado
no penúltimo domingo nas praias do Rio. Montes de animais, importando
menos se menores ou maiores de idade, atropelaram milhares de cidadãos
e suas famílias, assaltando, agredindo e roubando os freqüentadores
da orla marítima. Organizados quase militarmente, com palavras de
ordem e sinais corporais, coordenados para avanços, recuos e camuflagem,
os bandidos demonstraram a falência do poder público elevada
a seus maiores graus.
Tomara que chova neste fim de semana, porque se fizer sol, mesmo com o policiamento reforçado, a amargura dos que ficarem em casa será maior. Um número grande de banhistas não pisará na praia, mesmo sabendo que soldados e agentes estarão misturados ao público, tentando prevenir os "arrastões".
Prejuízo
maior é a humilhação
Não se trata apenas do roubo de documentos, carteiras, dinheiro,
telefones celulares e até sandálias. O prejuízo maior
é o da humilhação. As quadrilhas organizadas reduzem
o mais seguro dos indivíduos à condição de prisioneiro
de um campo de concentração. Fugir para onde, quando instalados
na areia? Para o mar ou para a calçada, onde outros tantos celerados
aguardam para o ataque lateral? Como proteger as crianças, de que
maneira enfrentar a horda que jamais será de ouro?
Pode ser que nos sábados e domingos a Polícia Militar amplie seus contingentes na praia e a Polícia Civil vigie os pontos de ônibus onde descem e se arregimentam esses animais, vindos da periferia, mas não só dela, pois até, mesmo, das favelas e dos bairros vizinhos. Não dá para discriminar quem pode e quem não pode freqüentar a praia, seria um elitismo inadmissível. Mas dá para identificar e reprimir com firmeza os grupos empenhados na baderna criminosa. Não é violência obrigá-los a se identificar, como não será levá-los para a cadeia, obtendo da Justiça mecanismos capazes de mantê-los por muito tempo lá ou em estabelecimentos próprios para menores.
A perda de controle da ordem pública torna-se evidente na faixa litorânea, do Leme à Barra da Tijuca, e qualquer solução para retomá-la precisa ser contundente, mesmo deixando a dúvida se, contida numa semana, não retornará na outra, dada a precariedade dos contingentes policiais. Cuidar dos animais? É claro, mas numa etapa posterior, depois de enjaulá-los. As causas são conhecidas: miséria, fome, desemprego. Nem por isso, porém, é possível permitir o tropel sobre a sociedade desamparada.
Não demora o dia em que, majoritários se não forem parados agora, os animais avançarão das praias para as ruas, para as casas, escolas, os estádios e até os templos e as igrejas. Nessa hora, não adiantará perguntar para onde foram os neoliberais. Até que o arrastão aconteça nos aeroportos, estarão fugindo para Miami...
Pergunta
O Palácio do Planalto precisa responder a uma inquietante pergunta
dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro. Afinal, o ministro
da Fazenda, Antonio Palocci, e o secretário do Tesouro, Joaquim Levy,
vão liberar ou não as verbas para pagamento do saldo do décimo-terceiro
salário DE 2002 do funcionalismo estadual? O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva comprometeu-se pessoalmente
com a governadora Rosinha Matheus, Palocci disse que liberaria o dinheiro
em outubro, o mês já acabou e até agora, nada.
Para
o des. Álvaro Mayrink por não ter, até hoje, se manifestado
quanto ao PEDIDO DE LIMINAR contido no MS 2003.004.00445 , dos aposentados.
Além de empurrar com a barriga , de todas as maneiras, o referido feito, S. Exª omite-se quanto ao pedido de liminar, que deveria ter sido decidido NO INÍCIO ( in limine) como manda a Lei.
Que vergonha !!!
O Presidente do TJRJ, Des. Pachá, afirmou, há pouco tempo, que todo o Poder Judiciário estará informatizado até o final deste ano de 2003.
É quase isto, mas não é bem isto...
Pode ser que até o fim do ano não haja qualquer Cartório sem computador, ou que todo o Poder Judiciário Estadual já esteja interligado. Mas A QUANTIDADE de máquinas funcionando em cada Cartório - principalmente nos de maior movimento, como a VEP - ainda é insuficiente. Na VEP há funcionários fazendo fila para usar algum dos poucos computadores disponíveis.
E não se trata de lentidão no sistema - uma das reclamações reconhecidas pelo Pres. do TJ. O problema é , mesmo, A PEQUENA QUANTIDADE DE COMPUTADORES EXISTENTE !
É claro que tudo isto já melhorou muito nos últimos anos. Até bem pouco tempo atrás eram poucos os Cartórios que tinham computador - principalmente nas Comarcas do Interior.
Mas para que se melhore a velocidade de tramitação dos processos é necessário que se aumente A QUANTIDADE de computadores em cada Cartório. Especialmente naqueles de maior movimento.
É público e notório que a famigerada lentidão da justiça decorre principalmente do sistema processual, com sua absurda possibilidade de incontáveis recursos.
Mas ninguém duvida que uma quantidade suficiente de COMPUTADORES E SERVENTUÁRIOS ajudaria bastante a melhorar a máquina judiciária.
A HORA É AGORA !!!
Achamos que todos os serventuários estão sabendo da importância da manifestação - chamada pelo Sind-Justiça de Grande Manifestação - a ser realizada no próximo dia 13 de Novembro.
Este colunista, embora decepcionado com sua Categoria, vai se deslocar de sua Comarca - quase 4 horas de viagem - para participar .
Esperamos que colegas de outras Comarcas do Interior, talvez até mais próximas da Capital, também compareçam e em grande número .
Pois se o sucesso da manifestação depender apenas dos serventuários da Capital, estamos todos perdidos.
Todo mundo que trabalha no Judiciário conhece as verdadeiras razões da sempre diminuta presença do pessoal da capital nas assembléias. Mas como o pessoal do interior não tem as mesmas facilidades , é melhor que tome a frente e lute por melhorias DIGNAS .
Encontramo-nos lá !!!